Vasco Graça Moura

     

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Vasco Graça Moura nasceu no Porto em 1942. Formou-se em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, em 1966 e iniciou uma carreira política em 1974, tendo assumido vários cargos dentro da estrutura de governo de Portugal, entre eles a secretaria de Estado da Segurança Social. Foi também diretor da RTP, além de presidente da Comissão Executiva das Comemorações do Centenário de Fernando Pessoa (1988) e da Comissão Nacional para as Comemorações dos Descobrimentos Portugueses (1988-1995). Em 1999, passadas mais de duas décadas de sua passagem pelo governo de Portugal, o escritor regressou à política ativa, tendo sido deputado do Parlamento Europeu até 2009. Em janeiro de 2012, Vasco Graça Moura foi nomeado para a presidência da Fundação Centro Cultural de Belém pela Secretaria de Estado da Cultura.

Sua carreira literária se iniciou em 1962, com o título Modo Mudando, a que se seguiram a que se seguiram títulos como "Semana inglesa" e "O mês de dezembro". Publicou, entre outros, "Instrumentos para a melancolia" (1980), "A sombra das figuras" (1985), "A furiosa paixão pelo tangível" (1987), "Uma carta no inverno" (1997), "Testamento de VGM" (2001), "Antologia dos sessenta anos" (2002) e "Os nossos tristes assuntos" (2006).

A obra de Vasco Graça Moura, porém, é igualmente ampla reunindo ensaios, críticas, crônicas e premiadas traduções.

O autor de "Os Lusíadas" mereceu-lhe vários volumes de ensaios, como "Luís de Camões: Alguns Desafios" (1980), "Camões e a Divina Proporção" (1985), "Sobre Camões, Gândavo e outras personagens" (2000). Estreou-se no romance em 1987, com a evocação das "Quatro Últimas Canções", de Richard Strauss, entre visitantes de Mateus. Regressou ao género em "O Naufrágio de Sepúlveda" (1988), "Partida de Sofonisba às seis e doze da manhã" (1993), "A morte de ninguém" (1998), "Meu amor, era de noite" (2001), "O enigma de Zulmira" (2002), "Por detrás da magnólia" (2004) e "Alfreda ou a quimera" (2008).

Traduziu peças de Racine, Molière e de Corneille, "Alguns amores de Ronsard", "Os testamentos François Villon", "Sonetos de Shakespeare", "Rimas de Petrarca", "Vida Nova" e "Divina Comédia" de Dante, clássicos a que juntou Seamus Heaney, Hans Magnus Enzensberger ou Gottfried Benn.

Recebeu o Prêmio Pessoa; o Prêmio Vergílio Ferreira; os prêmios de Poesia do PEN Clube Português e da Associação Portuguesa de Escritores, que também lhe atribuiu o Grande Prêmio de Romance e Novela; a Coroa de Ouro do Festival de Poesia de Struga; o Prêmio Max Jacob de França para Poesia Estrangeira, o Prêmio de Tradução do Ministério da Cultura de Itália e a Medalha de Florença, o Prêmio Morgado de Mateus, para o conjunto de sua obra; o Prêmio Europa - Cátedra David Mourão-Ferreira da Universidade de Bari, em Itália, e a Ordem de Santiago de Espada, entre outras distinções. Recebeu ainda Grã-Cruz da Ordem de Santiago de Espada, das mãos do presidente de Portugal, em 31 de janeiro de 2014.

Manifestamente contrário ao Acordo Ortográfico, reuniu os seus argumentos sob o título "A perspectiva do desastre", num volume publicado em 2008.

Vasco Graça Moura faleceu em dia 27 de Abril de 2014, em Lisboa, aos 72 anos.
   
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