Emily Brontë

     

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Emily Jane Brontë (30 de julho de 1818 - 19 de dezembro de 1848) nasceu em Thornton, no condado de Yorkshire (Inglaterra). Quinta filha dos seis gerados pelo pastor anglicano Patrick Brontë e sua mulher Maria Branwell, Emily integrava uma família severa, provinciana e muito unida. Com a morte da mãe, em 1821, Maria, Elizabeth, Charlotte e Emily – as filhas mais velhas – foram enviadas para a Cleargy Daughter´s Scholl, um colégio para filhas de religiosos. Mas, quando as duríssimas condições do internato contribuíram para a morte prematura de suas duas irmãs, Charlotte e Emily voltaram para casa, juntando-se ao pai, ao irmão Branwell e à caçula Anne em Haworth, casa paroquial nas charnecas de Yorkshire. Os quatro irmãos criaram um mundo rico de imaginação e fantasia, o que funcionava como um escape ao tédio puritano da religião e proporcionava um alívio à rigorosa pobreza da vida no campo. Assim, inventaram um universo barroco repleto de reinos encantados e românticos, explorando seus personagens imaginários numa imensa coleção de diários, peças, poemas e histórias. Quando se cansaram de suas próprias criações, os irmãos se deliciaram com novas descobertas feitas nos incontáveis volumes da formidável biblioteca de seu pai. A mais solitária de todos, Emily, parecia destinada a ficar em casa para sempre: diversas passagens por outros colégios internos fracassaram logo no início, pois ela não suportava a saudade de casa e definhava. Em 1842, no entanto, Emily e Charlotte foram estudar línguas na Bélgica. Na volta, um ano mais tarde, ambas abriram uma escola na casa paroquial, mas nenhum aluno se matriculou. Em 1845, Charlotte descobriu casualmente poemas escondidos de Emily e percebeu imediatamente, como diria depois, que o trabalho de sua irmã possuía “uma música especial – selvagem, melancólica e elevada”. Por insistência de Charlotte, as três irmãs compilaram uma seleção de poemas, publicada em 1846 sob pseudônimo. Apesar das vendas desencorajadoras, Emily e Anne entusiasmaram-se com a publicação conjunta, e cada uma começou a escrever romances. O primeiro a aparecer foi "Jane Eyre", de Charlotte, em outubro de 1847, seguido por "O Morro dos Ventos Uivantes", de Emily, dois meses depois, e "Agnes Grey", de Anne. Mas o fim dessa família notável aconteceu rapidamente. Branwell sucumbiu ao alcoolismo em setembro de 1848. Emily morreu de tuberculose em novembro, seguida por Anne, em julho do ano seguinte. Charlotte, que lutou com sucesso pelo reconhecimento póstumo dos trabalhos das irmãs, morreu em 1855.
   
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