Anne Brontë

     

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A Moradora de Wildfell Hall

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A Moradora de Wildfell Hall

   
Anne Bronte (1820-1849), Escritora inglesa e a mais jovem das famosas Irmãs Brontë. Anne Brontë nasceu em 17 de janeiro de 1820 no número 74 da Market Street na vila de Thornton, Bradford, Yorkshire County, Inglaterra. Ela foi a filha caçula dos cinco filhos de Maria Branwell (1783-1821) e do reverendo Patrick Brontë (1777-1861), tendo como irmãos: Maria (1814-1825), Elizabeth (1815-1825), Charlotte (1816-1855), Patrick Branwell “Branwell” (1817-1848), e Emily (1818-1849). Logo após o nascimento de Anne a família Brontë se mudou para Haworth onde Patrick foi indicado como clérigo local. Anne tornou-se especialmente ligada às suas irmãs Elizabeth e Emily, sendo que muitas vezes ambas eram inseparáveis. Juntas elas criaram um mundo imaginário – Gondal – em resposta à terra de Angria, criada por Charlotte e Patrick, com personagens e situações imaginárias que foram a fonte de numerosos poemas. Anne também era uma exímia desenhista. Anne foi uma estudante dedicada passando dois anos sob os cuidados de sua irmã Charlotte na Roe Head School em Mirfield, sendo que é neste período que ela produz alguns de seus melhores poemas, “The Doubter’s Prayer” and “Self-Communion”, influenciados por várias de suas crises espirituais. Do mesmo modo que suas irmãs Charlotte e Emily, Anne não pretendia ser um estorvo financeiro para seus pais e logo procurou contribuir para as finanças domésticas. Como filha bem instruída do clérigo local na era Vitoriana era fácil para ela obter uma posição respeitável como governanta após o término de seus estudos. Ela também experimentou algumas dificuldades para controlar e instruir algumas crianças que eram resistente ao ensinamento. Os poucos meses como tutora em Blake Hall forneceram-lhe inspiração para a trama e os personagens de Agnes Grey, um dos seus romances publicados em 1847. O próximo emprego de Anne durou cinco anos, em Thorp Green: em 1840, ela passou a ser a dama de companhia da esposa do reverendo Edmundo Robinson, Lydia, e de seus quatro filhos, viajando frequentemente para a região de York e para a cidade balneária de Scarborough, no mar do Norte, próximo a North Yorkshire. Esses foram anos maravilhosos, o que pode ser comprovado por sua produção poética. Em 1842, sua irmã Elizabeth vem a falecer, bem como William Weightman (1814-1842), auxiliar de seu pai e segundo alguns a grande paixão de sua vida, o que se intui pela dedicação de vários de seus poemas. Sua relação com os Robinsons durou muito além do período em que esta trabalhou na residência da família, mantendo contato com as filhas do casal até sua morte, e mesmo após o envolvimento escandaloso de seu irmão com Lydia Robinson, o que o viria a lançar em desgraça em 1845. Ao retornar para sua casa, Anne começou a escrever novamente. Charlotte estava editando o manuscrito para Poemas de Currerm Ellis e Acton Bell, publicado em 1846 por Aylott e Jones, de Londres, com os custos bancados pelas economias da família. Um ano mais tarde, Anne publica seu primeiro romance – Agnes Grey – também sob o pseudônimo de Acton Bell, recedendo algumas críticas favoráveis sobre a produção. Seu segundo romance – A Moradora de Wildfell Hall – a levou a ter grandes esperanças de iniciar uma carreira promissora, mas infelizmente a morte de seu irmão Patrick, em setembro de 1848 e de Emily, em dezembro do mesmo ano, obscureceu seu ânimo. Com muitos paralelos encontrados na própria vida de Anne, A Moradora de Wildfell Hall é por muitos considerado chocante e sombrio, ao mesmo tempo que é encarado como uma história de coragem e esperança moral. Examinando os valores e as virtudes da era Vitoriana, a jovem Helen Graham, a personagem principal do romance, lança-se em busca de uma vida melhor, em companhia de seu filho Arthur, abandonando um marido violento. Esse romance recebeu toda sorte de críticas favoráveis ou não, em virtude do conteúdo de sua trama e da estrutura complexa. Entretanto, hoje o mesmo é encarado como um dos primeiros exemplares do movimento feminista. Anne Brontë era uma cristã universalista, uma vertente do Cristianismo, que prega a salvação de todos os homens. Tal concepção refuta a ideia de Inferno, já que todas as almas, pecadoras ou não, voltarão aos braços de seu criador. A doutrina permeia toda a conduta da protagonista Helen. A escritora casou-se tarde, apenas poucos meses antes de sua morte. No entanto, ela tinha uma inspiração muito próxima de si para criar alguns de seus personagens. Especula-se que o incorrigível Arthur Huntingdon seja um retrato de seu irmão, Branwell, também poeta (que teria ainda inspirado sua irmã Charlotte em “Jane Eyre”). Além disso, acredita-se que muito do livro foi concebido enquanto Brontë trabalhou como governanta. Anne possuía um espírito profundamente apaixonado e extremamente espiritualizado, embora muitas vezes fosse vista como uma pessoa extremamente séria, exatamente como também era vista sua irmã Emily. Anne sempre teve que lidar com a doença e a depressão dentro de sua família, e embora tenha vivido brevemente, seus romances e seus poemas tem sido sempre lidos, estudados e admirados desde seu lançamento. Anne viria também a adoecer de tuberculose, e embora sabedora da gravidade da doença, a mesma ainda mantinha esperança de se curar, viajando por várias vezes até Scarborough, para tratamentos, em companhia de sua irmã Charlotte e de sua amiga Ellen Nussey. Entretanto, a doença como se esperava foi vitoriosa: aos vinte e oito anos, em 28 de maio de 1849, ela viria a falecer, permanecendo os seus restos mortais sepultados no cemitério da igreja de Santa Maria de Scarborough, voltados para o mar que ela tanto amava. Em sua lápide, Charlotte, que viveu apenas mais seis anos além de sua irmã, mandou gravar um pequeno poema dedicado à Anne, intitulado “Sobre a morte de Anne Brontë”, onde a mesma declara que o Firmamento agora está mais feliz com a presença de Anne junto de Deus e que só resta aos homens que aqui permaneceram a escuridão e a decadência da alegria.
   
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