Robert Louis Stevenson

     

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Robert Louis Balfour Stevenson nasceu dia 13 de novembro de 1850 em Edimburgo, Escócia. Sua obra mais conhecida é o clássico escrito em 1886 “O Estranho Caso do Doutor Jekyll e do Senhor Hyde”, também conhecido como “O Médico e o Monstro”, que tornou-se um dos clássicos mais adaptados para o cinema, teatro e televisão. Além de Jekyll e Hyde, Stevenson escreveu também outros títulos de peso, como “A Ilha do Tesouro”, “Capitão Coragem” e “As Aventuras de David Balfour”, também traduzido como “Raptado”, todos ambientados no Reino Unido e cercados de aventura, reflexo também de sua vida, durante incessantes viagens pela Europa e Estados Unidos.

Filho de engenheiro, Stevenson ingressou na faculdade de engenharia de Edimburgo, em 1866, migrou para o curso de direito e formou-se advogado, sem nunca exercer a profissão. O autor se dedicou ao Edimburgh University Magazine, revelando assim ao meio acadêmico seu talento para a literatura.

Logo após concluir seus estudos, o autor mudou-se para Londres, Inglaterra, onde passou a freqüentar salões literários e decidiu partir para viagens pela Europa e Estados Unidos, onde posteriormente, em 1880, casou-se com a norte-americana Fanny Osbourne, que há pouco havia se separado. O casal teve que enfrentar o conservadorismo puritano de sua família quando Stevenson retornou a Escócia junto à esposa e seus dois enteados, um deles chamado Lloyd, a quem o autor dedica “A Ilha do Tesouro”.

Pode-se afirmar que um dos motivos de tantas viagens, além do espírito aventureiro que gerou diversos roteiros e relatos, era o estado de saúde de Stevenson, um quadro bastante crítico – o autor sofria de tuberculose crônica e buscava tratamentos e clima ameno para sua reabilitação clínica.

Em 1888, após a morte de seu pai, o autor junto a sua família decidiu partir para uma aventura pelos arquipélagos do Pacífico Sul, onde se fixou definitivamente nas Ilhas Samoa. Carinhosamente, Stevenson foi apelidado de Tusitala (contador de histórias) pelos nativos da ilha.

Morreu em 3 de dezembro de 1894, aos 44 anos, vítima de uma hemorragia cerebral.

Após sua morte, Fanny, até então viúva, conhece Ned Field, desenhista, dramaturgo e roteirista de Hollywood, por quem se apaixona. A diferença de idade, ela com 63 anos e ele com apenas 23, não foi motivo para que o casal não vivesse mais de uma década juntos; a separação ocorreu em 1914, quando Fanny morre aos 74 anos.

Robert Stevenson possui um acervo no Writer’s Museum em sua terra natal, a capital escocesa Edimburgo. As obras do genial autor influenciam até hoje produções artísticas de todos os ramos, sejam elas adeptas ao espírito aventureiro que cercou a vida de Stevenson, a dualidade de Jekyll e Hyde ou o estereótipo do pirata, com perna de pau e papagaio no ombro, que alimenta a imaginação infantil e adulta criada na fantástica “Ilha do Tesouro”.

Stevenson foi uma celebridade enquanto vivia, mas com o surgimento da literatura moderna, notadamente após a Primeira Guerra Mundial, ele foi visto ao longo do século 20 como um escritor de segunda classe, relegado aos gêneros da literatura infantil e de terror. Condenado por autores como Virginia e Leonard Woolf, ele foi gradualmente excluído do cânone da literatura ocidental nas escolas, chegando ao ponto de não ser sequer mencionado na edição do Oxford Anthology of English Literature, em sua edição de 1973, e não constando das primeiras sete edições do Norton Anthology of English Literature, entre 1968 e 2000.

O final do século 20 viu uma gradual reavaliação do papel de Stevenson como um escritor de grande importância e visão, um teórico da literatura, um ensaísta e um crítico social, além de ser encarado como testemunha da história colonial das ilhas do Pacífico Sul. Hoje é encarado como um antecessor de Joseph Conrad (que foi influenciado por Stevenson com seus romances passados nos mares do Sul) e Henry James, que realizou amplos estudos acadêmicos sobre a obra de Stevenson.

Não restringindo-se à análise acadêmica, Stevenson permanece popular por todo o mundo, sendo um dos autores mais lidos e traduzidos em todas as línguas, segundo o Índex Translationum, organizado pela UNESCO, a frente de Oscar Wilde, Charles Dickens e Edgard Allan Poe.
   
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