Virginia Woolf

     

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Virginia Woolf, nascida Adeline Virginia Stephen, nasceu em 25 de janeiro de 1882. Filha do editor Leslie Stephen, o qual deu-lhe uma educação esmerada, o que fez com que a jovem, desde cedo, frequentasse o mundo literário. Em 1912, casou-se com Leonard Woolf, com quem fundou, em 1917, a Hogarth Press, editora que revelou escritores como Katherine Mansfield e T.S. Eliot. Em 28 de março de 1941, após um colapso nervoso, Virginia Woolf redigiu uma nota de despedida para as pessoas que mais amara em sua vida, seu marido Leonard Woolf e sua irmã Vanessa. No mesmo dia, vestindo um casaco com os bolsos cheios de pedras jogou-se no rio Ouse, afogando-se. Seu corpo só seria encontrado em 18 de abril.

Virginia Woolf foi integrante do grupo de Bloomsbury, círculo de intelectuais que, após a Primeira Guerra Mundial, se posicionaria contra as tradições literárias, políticas e sociais da Era Vitoriana. Deste grupo participaram, dentre outros, os escritores Roger Fry e Duncan Grant; os historiadores e economistas Lytton Strachey e John Maynard Keynes; e os críticos Clive Bell e Desmond McCarthy.

Sua obra, classificada como modernista, é caracterizada principalmente pelo fluxo de consciência, uma de suas marcas mais conhecidas e da qual é considerada uma das criadoras. Sua primeira obra foi “A Viagem”, publicada em 1915. O romance “Mrs. Dalloway” ficou conhecido pelo filme “As Horas”, baseado na obra homônima de Michael Cunningham, filme no qual Virginia foi interpretada por Nicole Kidman, premiada com um Oscar por seu retrato da escritora. Sua obra mais conhecida é “Orlando”, publicada em 1928, uma fantasia histórica sobre a era elisabetana. Após terminar “As Ondas”, uma de suas obras mais importantes, Virginia Woolf estava exausta. Ela seguiu então para a sua casa de campo levando o livro das cartas entre os poetas Elizabeth Barrett e Robert Browning. Na leitura, percebeu a presença permanente de um cachorro, Flush; resolve então, apenas por diversão, escrever a visão desse cachorro sobre o mundo à sua volta. Despretenciosa e muito elogiada, por fazer um relato minucioso sobre a época dos poetas, ironicamente foi a obra que mais deu-lhe retorno financeiro e uma das mais traduzidas para outros idiomas. Sua última obra foi “Entre Atos”, publicada em 1941, posterior à sua morte.

Suas reflexões sobre a arte da Literatura (da liberdade de criação ao prazer da leitura) baseadas em obras-primas de Joseph Conrad, Daniel Defoe, Jane Austen, James Joyce, Liev Tolstoi entre outros, foram reunidas em dois volumes publicados em 1925 e 1932 sob o título de “O Leitor Comum”, homenagem explícita da autora àquele que, livre de qualquer tipo de obrigação, lê para seu próprio desfrute pessoal.
   
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