Drácula de Bram Stoker
Drácula de Bram Stoker
Autor
Bram Stoker
Tradução e notas
Doris Goettems
Adaptação
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Ilustrador
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Idioma
Português-Inglês
Lançamento
01/2012
Acabamento
Capa Dura
Formato
16cm x 23cm
Páginas
400
Peso
730 g
ISBN - Livros
ISBN 9788580700091
ISBN - Digital
ISBN 9788580700107
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Versão Física
Versão digital
Sinopse
Bram Stoker publicou seu romance “Drácula” em maio de 1897, estruturando-o como um romance epistolar, escrito a partir de uma série de cartas, relatos, diários pessoais, reportagens de jornais, registros de bordo, etc. A solução narrativa do autor foi brilhante: narrar a história a partir dos diários e memorandos de seus protagonistas, com isso as confissões e desesperos dos envolvidos na trama vão dando forma ao perigo, que só muito depois se torna completamente evidente. Ele nos apresenta também os costumes, tradições e a cultura da Inglaterra vitoriana e o a reação dos britânicos com relação ao que vem do estrangeiro, personificado através do medo arquetipiano da figura do vampiro. Nesse sentido, a realidade do racionalismo britânico entra em choque com o sobrenatural, explicitado através das figuras opostas de Drácula e de Van Helsing, ambos estrangeiros e pertencentes a sociedades estranhas aos costumes britânicos. A atmosfera gótica é o pilar do romance: a maior parte da história se passa na Inglaterra, berço da civilização industrial e para onde o Conde se dirige com o intuito secreto de conquistar o mundo, o que é apenas sublimado ao longo da narrativa. Quando o conhecimento científico encontra seu limite para lidar com os fatos, resta o conhecimento popular. É desse conhecimento que Van Helsing tira os procedimentos necessários para acabar com o vampiro. As dicotomias entre as figuras do bem e do mal são figuradas nos personagens humanos e nos vampiros. O único contato entre os universos é a sensualidade e o erotismo.

A Editora Landmark inclui ainda nesta edição bilíngue de luxo em capa dura do romance “Drácula”, um primeiro capítulo excluído por Stoker quando da publicação em 1897. Mais tarde este capítulo, rebatizado como o conto “O Convidado de Drácula - Dracula’s Guest”, seria publicado em 1914 pela viúva de Stoker e, desde então, a crítica literária vem discutindo a importância deste conto como um capítulo introdutório de “Drácula”. A história gira em torno de um viajante inglês não identificado, associado a Jonathan Harker, nos momentos anteriores à sua partida para a Transilvânia, onde o mesmo se depara com acontecimentos sobrenaturais, forças desconhecidas e criaturas fantásticas.

A história de “Drácula” tem sido a base de incontáveis filmes e peças, ópera, balé, graphic novels e inúmeras outras mídias, sendo que o número de filmes que incluem referências a Drácula direta ou indiretamente chega a mais de 649 adaptações. A primeira adaptação para os palcos, encenada em 18 de maio de 1897, foi escrita e dirigida pelo próprio Bram Stoker e encenada uma única vez em Londres. A primeira adaptação para o cinema ocorreu em 1922 e envolveu uma questão judicial entre o diretor do filme e o espólio de Bram Stoker. F. W. Murnau, o diretor do filme, lançou a história com o título “Nosferatu: Uma sinfonia de horror”, apenas alterando o nome do protagonista (de Drácula para Orlok) e transferindo o local da trama da Inglaterra para a Alemanha. O espólio de Stoker venceu a batalha judicial, sendo que todas as cópias existentes de “Nosferatu” deveriam ter sido destruídas, entretanto um pequeno número de cópias sobreviveu até os dias de hoje, sendo considerado um clássico do cinema de terror. Contudo, a versão mais conhecida e famosa da história de Drácula foi realizada pela Universal em 1931, estrelada por Bela Lugosi e dirigida por Tod Browning.

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(1847-1912)

Nascido na Irlanda, foi o terceiro filho de um total de sete irmãos, estudou na prestigiada Trinity College, em Dublin, onde o interesse teatro levou-o a oferecer-se voluntariamente como crítico do jornal “Dublin Evening Mail”. As suas críticas inteligentes e embasadas elevaram o seu nome junto dos meios sociais, artísticos e intelectuais da cidade, onde passou a conviver com personalidades influentes como Oscar Wilde, Arthur Conan Doyle e William Butler Yeats.

A partir de 1873, passou a produzir os seus primeiros contos e peças ficcionais que eram publicados em jornais da cidade. “The Chain of Destiny” foi o seu primeiro trabalho na linha do terror sobrenatural, publicado em 1875 no periódico Shamrock. Assumiu a direção do Royal Lyceum Theatre, de Londres, publicando “The Duties of Clerks of Petty Sessions in Ireland”. Em maio de 1897, publicou a obra que incluiria o seu nome definitivamente na literatura mundial: “Drácula”. O romance epistolar, permeado pelo horror tétrico e sobrenatural, encontrou boa receptividade entre a crítica que considerava-o uma rara combinação do lúgubre com uma trama bem construída. Por outro lado, gerou opiniões contrárias em relação à abordagem e à temática tétrica. Nos anos seguintes, deu continuidade às suas atividades literárias com a publicação de outros romances, mas sem o mesmo sucesso de Drácula.

A partir de 1905, a saúde de Stoker deteriorou-se gradativamente: no mesmo ano, sofreu um derrame cerebral e contraiu a doença de Bright que afeta o funcionamento dos rins. Em 20 de abril de 1912, em Londres, Abraham Stoker, autor de uma das maiores obras da literatura mundial, faleceu em sua casa na companhia de Florence, sua esposa. Após a sua morte, Florence Stoker, que morreria apenas em 1937, passou a administrar o patrimômio literário do marido, publicando textos inéditos e cedendo permissão para que o teatrólogo Hamilton Deane adaptasse “Drácula” para o teatro, adaptação que contribuiu muito para a popularização do romance e da personagem.



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