O Príncipe Feliz e Outras Histórias
O Príncipe Feliz e Outras Histórias
Autor
Oscar Wilde
Tradução e notas
Luciana Salgado
Adaptação
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Ilustrador
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Idioma
Português-Inglês
Lançamento
11/2010
Acabamento
Brochura
Formato
14cm x 21cm
Páginas
192
Peso
152 g
ISBN - Livros
ISBN 9788588781597
ISBN - Digital
ISBN 9788588781856
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Versão Física
Versão digital
Sinopse
O PRÍNCIPE FELIZ E OUTRAS HISTÓRIAS é uma coleção de 1888 de histórias para crianças escrita por Oscar Wilde, onde as histórias transmitem uma apreciação para o exótico e para a beleza. O autor escreveu estas histórias para os próprios filhos e sua intenção era mostrar, além dos príncipes, gigantes e rouxinóis, a vida como ela é e como deve ser vivida. A beleza poética das histórias resgata a tristeza do tema: cada personagem assume a beleza e a feiura, a riqueza e a miséria humana. As histórias incluídas nesta coleção são:

O PRÍNCIPE FELIZ: Artisticamente belo e puro, o conto nos toca, com toda sua ternura humana, como uma criança a um adulto. Trata de uma estátua deslumbrante, laminada a ouro, com olhos de safira, rubis na espada, erguida pela cidade, no ponto mais alto, ao jovem príncipe que tinha sido em vida muito feliz, alheio do mundo exterior e da miséria que este continha. Da colina, contempla a pobreza do povo. Uma sonhadora andorinha, perdida das emigrantes, chega à estátua como hóspede ocasional; comovida pelas lágrimas do príncipe, cede aos seus pedidos: distribuir, repartindo pelos mais necessitados, tudo o que tinha de valor a cobrir o seu corpo até o deixar em ruínas. A pequena andorinha, incapaz de lhe abandonar, apesar do rude inverno, sela o seu amor com um beijo e morre aos pés do seu amado, sentenciado pelas autoridades vaidosas do povo a ser fundido, por tornar feios os adornos da cidade.

O ROUXINOL E A ROSA: Um garoto estudante, fascinado por metafísica, é apaixonado pela filha de seu professor que lhe prometera dançar com ele a noite inteira no baile caso recebesse uma rosa vermelha de presente, mas não tendo uma rosa para lhe presentear, o estudante chora e lamenta o fim do seu amor. Um Rouxinol, tocado pelo sentimento verdadeiro do amor humano, se sacrifica em um roseiral em troca de uma rosa vermelha que acabará por ser ignorada pela filha do professor, demonstrando na verdade como podemos cair facilmente em armadilhas envolvendo não apenas à nós mesmo, mas também aos outros, como por exemplo, à natureza.

O GIGANTE EGOÍSTA: Quando um gigante se recusa a liberar o acesso a seu jardim às crianças locais, um terrível inverno se abate sobre todos. A geada se recusa a ir embora e a primavera se nega a escalar as paredes do jardim. Mas as crianças encontram um caminho para o lugar amado e suas árvores, que agradecido pelo empenho volta a florescer. Vendo tal beleza, o gigante se transforma e libera o acesso ao jardim até que aparece um menino especial que o conduzirá ao paraíso. Oscar Wilde apresenta incríveis lições morais e de cortesia, com um surpreendente final repleto de beleza e sinceridade religiosa.

O AMIGO DEDICADO: A história é contada por um pintarroxo que se imagina um grande crítico literário e que se solidariza com um dos personagens do conto ao ser informado que a história tem uma moral. Na história, um jardineiro é um amigo dedicado de um rico moleiro, apesar deste último se aproveitar da amizade desinteressada do primeiro. Após uma série de tarefas que o moleiro solicita ao jardineiro em troca de um velho carrinho de mão que o primeiro queria se desfazer, uma tragédia ocorre envolvendo a relação dos dois, além de um dilema moral que é apresentado aos leitores ao final da história.

O FOGUETE NOTÁVEL: A história mostra a discussão entre quatro fogos de artifício lançados durante a comemoração do casamento entre um príncipe inglês e uma princesa russa. O debate entre os personagens serve de pano de fundo para evidenciar os efeitos do individualismo e da competitividade. E aí está o grande destaque do conto, que de forma sutil, sem forçar, mas nem por isso, superficial, mostra para os leitores, de forma prática e didática, como conviver com seus amigos e pensar mais no coletivo. O FOGUETE NOTÁVEL, ao contrário das outras histórias da coleção, contém um grande número de epigramas de Oscar Wilde.
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Conheça mais sobre Oscar Wilde


(1854-1900)

Nascido em Dublin, Irlanda, viveu em Londres, a efervescente capital inglesa, entre escritores e figuras de destaque da época e enaltecido por importantes figuras literárias, como o dramaturgo George Bernard Shaw, o poeta norte-americano Walt Whitman e o escritor francês Stéphane Mallarmé. Tornou-se uma pessoa indispensável e comentada em todos os eventos sociais e círculos intelectuais.

Embora bem conhecido, Wilde recebeu pouco reconhecimento pela sua obra durante anos até à estreia de “O Leque de Lady Wildermere” que consolidou a sua fama como dramaturgo a partir de 1892. O simulacro, o homem e o seu retrato eram a maneira que o autor utilizava para relacionar-se com o mundo, mas o período do seu sucesso foi extremamente curto.

Condenado a dois anos de trabalhos forçados, após um desastroso processo contra o Marquês de Queensberry, Wilde mudar-se-ia da Inglaterra em 1897, após todas as suas peças teatrais serem retiradas de cartaz e a sua produção literária ser recolhida das livrarias. Em França, adotou o pseudônimo de Sebastian Melmoth e, na companhia de Robert Ross, publicou “A Balada do Cárcere de Reading” e “A Alma do Homem sob o Socialismo”, as suas últimas produções literárias. Logo após, fixou residência em Paris, onde corrigiu e publicou “Um Marido Ideal” e “A Importância de Ser Constante”, demonstrando que encontrava-se no comando de si e de todo o seu talento literário. Todavia recusou-se a escrever qualquer novo material, declarando que “posso continuar a escrever, mas perdi a satisfação para tal”.

A 30 de novembro de 1900, Wilde, empobrecido, esquecido e doente, veio a falecer num quarto do Hôtel d’Alsace, em Paris. Como legado, deixou-nos uma obra admirável, representada por diversos contos, um romance, inúmeras poesias e peças teatrais que até hoje são encenadas.



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