Orlando de Virginia Woolf
Orlando de Virginia Woolf
Autor
Virginia Woolf
Tradução e notas
Doris Goettems
Adaptação
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Ilustrador
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Idioma
Português-Inglês
Lançamento
09/2013
Acabamento
Capa Dura
Formato
16cm x 23cm
Páginas
288
Peso
572 g
ISBN - Livros
ISBN 9788580700299
ISBN - Digital
ISBN 9788580700305
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Versão digital
Sinopse
“Orlando” narra a vida de um jovem nobre inglês da era elisabetana, dotado aparentemente de imortalidade e que vive há três séculos sem envelhecer e que abruptamente se transforma em mulher. Mas quem é Orlando? Homem ou mulher? Este é o ponto de partida de uma das obras mais controvertidas e sem dúvida conhecida de Virginia Woolf, devido principalmente ao seu caráter ambíguo, que reflete a visão de si mesma e do mundo em que vivia.

O romance, baseado em parte na vida da amiga íntima de Virginia Woolf, Vita Sackville-West, é geralmente considerado como um das obras mais acessíveis da autora. O romance, que tem sido influente estilisticamente, é considerada como um dos expoentes da Literatura do século XX em geral, e particularmente na história da escrita das mulheres e dos estudos de gênero. Possuindo um relato agradável, valendo-se da temática temporal, uma das marcas de Virginia Woolf ao se valer da variante literária e estilística, apresenta um lado misterioso e quixotesco ao trabalhar as ambiguidades da identidade feminina e masculina e suas relações com a condição humana. Bem-humorado, é um dos grandes exemplares do modernismo inglês e um dos ápices da arte literária de Virginia Woolf. Além do interessante e original argumento, a narrativa se destaca pela beleza das descrições e pelo lirismo de suas reflexões e diálogos. Verdadeira poesia dentro da prosa.

“Orlando” apresenta uma dualidade sexual que vai ser a mesma que a própria escritora defendia, como rebeldia ao asfixiante comportamento social da era Vitoriana. Como precursora de um incipiente feminismo, Woolf removeu a mulher do ostracismo social e de seu mero papel de esposa e mãe, reivindicando um espaço para cada uma delas, através da instrução e da criatividade literária. Pode-se dizer que Virginia Woolf pretendeu valorizar as qualidades femininas do homem e as qualidades masculinas da mulher, construindo uma narrativa a favor da igualdade de ambos os gêneros, destacando o que nos torna similares ao invés daquilo que nos torna diferentes.

Em conjunto com “A Room of One’s Own” e “Mrs. Dalloway”, “Orlando” pertence à cosmogonia da incompreendida escritora. Através da totalidade de sua obra, expressa sua particular luta pela igualdade entre os sexos; si em “A Room of One’s Own” reivindicava um lugar para a intimidade da mulher e em “Mrs. Dalloway” rechaçava a tradicional figura feminina esperada pela sociedade, em “Orlando” elege um personagem que durante um período de sua existência vive e sente como os homens e durante outro período o fará como mulher. Sem dúvida, a originalidade do tema demonstra que o personagem, ao adotar um papel masculino, o fará com certa delicadeza e sensibilidade, já que em sua busca pela companheira ideal busca qualidades não valorizadas àquela época dentre as mulheres: a intelectualidade, o caráter e a rebeldia. E, inversamente, ao adotar o papel das mulheres, manifestará um machismo característico contra a sua posição, fazendo aflorar a rebeldia e o inconformismo mais radical.


Conheça mais sobre Virginia Woolf


(1882-1941)

Filha do editor Leslie Stephen, o qual deu-lhe uma educação esmerada, o que fez com que a jovem, desde cedo, frequentasse o mundo literário. Em 1912, casou-se com Leonard Woolf, com quem fundou, em 1917, a Hogarth Press, editora que revelou escritores como Katherine Mansfield e T.S. Eliot. Em 28 de março de 1941, após um colapso nervoso, Virginia Woolf redigiu uma nota de despedida para as pessoas que mais amara em sua vida, seu marido Leonard Woolf e sua irmã Vanessa. No mesmo dia, vestindo um casaco com os bolsos cheios de pedras jogou-se no rio Ouse, afogando-se. Seu corpo só seria encontrado em 18 de abril.

Virginia Woolf foi integrante do grupo de Bloomsbury, círculo de intelectuais que, após a Primeira Guerra Mundial, se posicionaria contra as tradições literárias, políticas e sociais da Era Vitoriana. Deste grupo participaram, dentre outros, os escritores Roger Fry e Duncan Grant; os historiadores e economistas Lytton Strachey e John Maynard Keynes; e os críticos Clive Bell e Desmond McCarthy.

A sua obra, classificada como modernista, é caracterizada principalmente pelo fluxo de consciência, uma de suas marcas mais conhecidas e da qual é considerada uma das criadoras. Sua primeira obra foi “A Viagem”, publicada em 1915. O romance “Mrs. Dalloway” ficou conhecido pelo filme “As Horas”, baseado na obra homônima de Michael Cunningham, filme no qual Virginia foi interpretada por Nicole Kidman, premiada com um Oscar por seu retrato da escritora. Sua obra mais conhecida é “Orlando”, publicada em 1928, uma fantasia histórica sobre a era elisabetana. Após terminar “As Ondas”, uma de suas obras mais importantes, Virginia Woolf estava exausta. Ela seguiu então para a sua casa de campo levando o livro das cartas entre os poetas Elizabeth Barrett e Robert Browning. Na leitura, percebeu a presença permanente de um cachorro, Flush; resolve então, apenas por diversão, escrever a visão desse cachorro sobre o mundo à sua volta. Despretenciosa e muito elogiada, por fazer um relato minucioso sobre a época dos poetas, ironicamente foi a obra que mais deu-lhe retorno financeiro e uma das mais traduzidas para outros idiomas. Sua última obra foi “Entre Atos”, publicada em 1941, posterior à sua morte.

As suas reflexões sobre a arte da Literatura (da liberdade de criação ao prazer da leitura) baseadas em obras-primas de Joseph Conrad, Daniel Defoe, Jane Austen, James Joyce, Liev Tolstoi entre outros, foram reunidas em dois volumes publicados em 1925 e 1932 sob o título de “O Leitor Comum”, homenagem explícita da autora àquele que, livre de qualquer tipo de obrigação, lê para seu próprio desfrute pessoal.



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