Os Sonetos Completos de William Shakespeare
Os Sonetos Completos de William Shakespeare
Autores
William Shakespeare / Alejandro Maciel
Tradução e notas
Vasco Graça Moura
Adaptação
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Ilustrador
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Idioma
Português-Inglês
Lançamento
08/2014
Acabamento
Capa Dura
Formato
16cm x 23cm
Páginas
344
Peso
530 g
ISBN - Livros
ISBN 9788580700473
ISBN - Digital
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Versão Física
Sinopse
OS SONETOS COMPLETOS perfazem um conjunto de 154 poemas publicados em 1609, embora as datas exatas de sua composição sejam imprecisas. O ofício de Shakespeare, durante toda sua vida, foi sondar as paixões de seus personagens e despertar as paixões de suas plateias. Sua habilidade nisso é quase universalmente considerada sem rival, mas as fontes íntimas dessa habilidade permanecem desconhecidas. Os estudiosos reconstruíram incansavelmente pelo menos parte das leituras ecléticas e abrangentes de Shakespeare, mas sua própria vida apaixonada - seu acesso por meio da experiência e da observação pessoais às intensas emoções que ele representa - é quase completamente misteriosa. Seus Sonetos foram vasculhados em busca de evidências autobiográficas, mas, embora escritos na primeira pessoa, são deliberadamente misteriosos. No Brasil, sua obra nunca foi traduzida em todo o seu conjunto, havendo apenas algumas versões incompletas. Shakespeare também desenvolveu uma habilidade única na poesia. O mais célebre dos escritores ingleses escreveu diversos poemas, alguns deles recheados de metáforas.

A Editora Landmark lança OS SONETOS COMPLETOS, uma edição brasileira de luxo bilíngue, em português e inglês, de todos os sonetos do maior dramaturgo inglês. Em primorosa edição de 344 páginas, com tradução do poeta e escritor Vasco Graça Moura, o livro foi originalmente publicado em Portugal no ano de 2002.

Elogiada pela crítica especializada por seu preciosismo, a transmigração de todos os 154 sonetos escritos no final do século XVI por William Shakespeare foi ao mesmo tempo um trabalho de décadas e de semanas para Graça Moura, pois, no início da década de 1980, já havia feito a tradução de 50 dos 154 poemas, mas acabou optando por reescrevê-los para o desenvolvimento desta versão integral.

Graça Moura, um dos mais renomados tradutores de poesia de Portugal, optou por versar todos os sonetos em versos decassílabos, de forma a dar maior homogeneidade ao conjunto. O resultado pode ser diretamente comparado ao original, já que os textos de Shakespeare foram mantidos em páginas espelhadas. Seja nos originais seja na versão, os poemas falam no amor e, segundo o tradutor, nos “mecanismos da traição”.

“Numa série de oposições inúmeras vezes retomadas nos Sonetos”, observava Graça Moura, “o tempo trai a beleza e as pompas, a velhice trai a juventude, o amigo trai o amigo, o homem trai a mulher, a mulher trai o homem, a tristeza e o desânimo traem a alegria, a escassez trai a abundância.”

Para ele, essa característica dos sonetos “surpreendia” e devia ser entendida como “a mesma traição que tão grande papel tem nas tragédias” de Shakespeare. Escritor, poeta, tradutor, cronista e político Graça Moura, falecido em 27 de abril de 2014, recebeu diversas distinções literárias na Europa, a exemplo do Prêmio Pessoa, em 1995, e da Medalha de Ouro da cidade de Florença por suas traduções de Vita Nuova e da Divina Comédia, de Dante Alighieri, também publicada no Brasil pela Landmark.
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Conheça mais sobre William Shakespeare


(1564-1616)

Dramaturgo, ator e poeta inglês teve as suas obras, traduzidas e apresentadas em todas as partes do mundo, tornando-o o mais célebre dos escritores ingleses. A consagração de Shakespeare deve-se aos seus notáveis e complexos personagens, à dinâmica das suas peças, obtida através da alternância de cenas curtas e rápidas, e, acima de tudo, à sutil e extraordinária riqueza dos seus versos brancos, que apresentam metáforas e retóricas elaboradas. Sabe-se que já trabalhava no teatro londrino em torno de 1592, porém nada se conhece a respeito da sua educação ou profissão anterior. Como ator e autor, trabalhou para a Companhia de Lorde Chamberlain (conhecida, a partir de 1603, como Companhia Real), o grupo mais importante a ocupar, desde 1599, o Globe Theatre, do qual era sócio.

William Shakespeare é autor (ou co-autor) de 38 peças conhecidas, que dividem a sua carreira em aproximadamente quatro períodos: No primeiro, compreendido até 1594, Shakespeare escreveu diferentes tipos de comédias, tais como O ESFORÇO DO AMOR PERDIDO, A COMÉDIA DOS ERROS, OS DOIS CAVALEIROS DE VERONA e A MEGERA DOMADA. A abordagem da história da Inglaterra, por ele elaborada em suas obras, teve início com primeira tetralogia, que compreende Henrique IV (em três partes) e Ricardo III.

Entre 1594 e 1599, permaneceu concentrando-se em comédias e peças históricas. As comédias deste período -- SONHO DE UMA NOITE DE VERÃO, AS ALEGRES COMADRES DE WINDSOR, O MERCADOR DE VENEZA e MUITO BARULHO POR NADA -- são produto de sua melhor inspiração 'romântica', enquanto o domínio completo da narrativa aparece na segunda tetralogia: RICARDO III, HENRIQUE IV (em duas partes) e HENRIQUE V. Este período também inclui o drama histórico REI JOÃO e a tragédia sentimental ROMEU E JULIETA.

Na terceira fase, entre 1599 e 1608, Shakespeare abandonou a comédia romântica (exceto por A NOITE DE REIS) e a história inglesa, passando a produzir tragédias, peças de humor negro ou episódicas, como MEDIDA POR MEDIDA, TUDO ESTÁ BEM QUANDO ACABA BEM e TROILUS E CRISEIDA. De um modo geral, REI LEAR, MACBETH, HAMLET e OTELO são consideradas as suas quatro maiores tragédias.

A fase final da produção shakespeariana, que compreende o período entre 1608 e 1613, é dominada por um novo estilo de comédia, que aborda temas como a perda e a reconciliação: PÉRICLES, CIMBELINA, CONTO DE INVERNO e A TEMPESTADE, conhecidas como os seus últimos trabalhos românticos.



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