Uma Defesa da Poesia e Outros Ensaios
Uma Defesa da Poesia e Outros Ensaios
Autor
Percy Shelley
Tradução e notas
Fábio Pedro-Cyrino
Adaptação
***************
Ilustrador
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Idioma
Português-Inglês
Lançamento
01/2010
Acabamento
Brochura
Formato
14cm x 21cm
Páginas
175
Peso
175 g
ISBN - Livros
ISBN 9788588781368
ISBN - Digital
ISBN 9788588781665
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Versão digital
Sinopse
UMA DEFESA DA POESIA E OUTROS ENSAIOS é uma brilhante peça de discussão filosófica que apresenta todo o poder de argumentação, beleza, intelecto e imaginação do poeta Percy Shelley. A obra declara o ‘valor essencial e a natureza ideal’ da poesia e é a mais importante obra em prosa do autor. Seus argumentos são apresentados de modo vívido e de maneira convincente.

Nesta sua produção, datada de 1815, mas só publicada 18 anos após sua morte por sua esposa, a também escritora Mary Shelley – autora das obras ‘O Último Homem’ e ‘Frankenstein’ – Shelley apresenta belíssimos discursos sobre o Amor, a Vida, a importância da Poesia na vida dos Homens, além de discorrer sobre Deus, a vida futura e a razão da existência da Humanidade.

Apresenta argumentos sobre o porquê da Poesia tornar todas as coisas mais belas, exaltando a beleza daquilo que por si já é belo. Ele associa na poesia e em seus outros ensaios o júbilo e o horror, o pesar e o prazer, a eternidade e a mudança; subjuga a luz para revelar todas as coisas irreconciliáveis, transmutando tudo aquilo que toca e tudo que necessita existir para que a vida tenha sentido.

Conheça mais sobre Percy Shelley


"Não há perigo para um homem que sabe o que a morte e a vida significam" Percy Shelley

Percy Bysshe Shelley, ou simplesmente Percy Shelley, nasceu dia 4 de agosto de 1792 em Sussex, Inglaterra. Poeta, escritor, tradutor e ensaísta, Shelley foi consagrado como um dos mais importantes nomes do Romantismo mundial e um dos princípios representantes da poesia lírica inglesa, cuja busca apaixonada pelo amor pessoal e pela justiça social foi gradualmente canalizada de ações observáveis a poemas que o levaram a uma alta posição na literatura inglesa. Percy Shelley era o mais velho entre sete irmãos, filhos de Elizabeth Pilfold e Timothy Shelley. Estudou na Sion House Academy, antes de ingressar na Universidade de Oxford, em 1804. O poeta, amante dos ideais produzidos pela Revolução Francesa, em 1789, não passou por bons momentos durante a sua estadia na universidade, pois a Inglaterra não era o melhor ambiente para o exercício de sua arte e de seu modo de pensar o mundo. Foi expulso da Universidade de Oxford, em companhia de Thomas Jefferson Hogg, por ter escrito, em 1811, um ensaio defendendo o ateísmo – “A Necessidade do Ateísmo” – e redigiu uma “Declaração de Direitos” com 31 artigos, considerados por ele como sendo os ideais. Percy Bysshe Shelley casou-se em 28 de agosto de 1811 com Harriet Westbrook (1795-1816) e teve dois filhos, Ianthe (1813–1876) e Charles, nascido em 1814. Para o espanto de sua esposa, Harriet, Shelley partiu para Londres onde permaneceu viajando por três anos, visitando bibliotecas e o jornalista William Godwin, considerado percussor da filosofia libertária e pai de Mary Wollstonecraft Godwin (1797-1851). Neste período, Shelley foi incentivado por William Wordsworth, também poeta, a continuar a escrever poesias, incluindo “A Philosophical Poem” (1813) e a participar de diversas atividades políticas. Junto a isso, Percy Shelley também estudou os escritos de Godwin e abraçou sua filosofia radical. Em meio ao seu contato com William Godwin, Shelley, mesmo casado, conheceu e apaixonou-se por sua filha, a igualmente intelectual e escritora Mary Wollstonecraft Godwin, que entre 1816 e 1817 viria a escrever “Frankenstein, ou O Moderno Prometeu” e em 1826 produziu “O Último Homem”, obra de ficção que influenciou toda uma geração do gênero e foi considerada sua melhor obra pela crítica. A ação não foi aprovada pelos pais de ambos e, a partir de então, lutaram sozinhos. Em 1814, Shelley abandonou sua esposa em definitivo e fugiu com Mary e sua irmã, Claire, para Suíça. Lorde George Gordon Byron, referência no que diz respeito à literatura romântica inglesa, também exilado de sua terra natal, era a companhia certa para o casal. Os encontros, na mansão de Byron, às margens do lago Genebra, produziram uma série de textos, poemas e romances de autoria de Byron, Polidori, Percy e Mary Shelley, que se casaram em 30 de dezembro de 1816, apenas algumas semanas após o suicídio de Harriet, primeira esposa de Percy, no Serpentine, em Hyde Park. Em 1818, Mary e Percy Shelley se mudaram para a Itália. Neste período, a produção do autor foi extensa, entre outros títulos: “Ozymandias” (1818), “O Banquete, de Platão” (Shelley traduziu do grego para o inglês em 1818), “Ode ao Vento do Ocidente” (1819), “Uma Defesa da Poesia” (1815, primeira publicação em 1840), “A uma Cotovia” (1820), “Adonais” (uma elegia dedicada ao poeta John Keats, após sua morte) e “Hellas” (ambos de 1821), sem contar a obra “O Triunfo da Vida”, sem finalização e publicado por sua esposa em 1824. No dia 8 de julho de 1822, Shelley em companhia de um amigo sai com um pequeno barco para navegar nas águas do mar Lígure. Uma tempestade se abateu sobre a região, fazendo com que o poeta viesse a falecer no naufrágio de sua embarcação, próximo a Livorno, na Itália, menos de um mês antes de completar 30 anos. Seu corpo permaneceu desaparecido por várias semanas até que o mar o lançou à praia, sendo cremado no mesmo local, por exigências sanitárias da autoridade local, próximo à Viareggio. O jornal inglês “The Courier” viria a comentar a cerca de sua morte: “Finalmente, Shelley terá a oportunidade de comprovar a existência ou não de Deus”. Byron, entretanto, endereçou uma correspondência ao editor John Murray, dizendo, “Vocês estão completa e brutalmente enganados sobre Shelley, que foi sem exceção o melhor e menos egoísta dos homens que já conheci”. Após a morte do Percy Bysshe Shelley, Mary e seus filhos mudaram-se para Londres e esta tomou para si a responsabilidade de organizar e publicar toda a vasta produção poética de seu marido. Percy Bysshe Shelley possui hoje um memorial na Universidade de Oxford, Inglaterra, e foi admirado por diversos pensadores e escritores como Karl Marx, Henry Stephens Salt, George Bernard Shaw, Bertrand Russell e William Butler Yeats. Seus poemas também foram base para músicas de Ralph Vaughan Williams e Samuel Barber.



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