Bel-Ami
Bel-Ami
Autor
Guy de Maupassant
Tradução e notas
Vera Silvia Camargo Guarnieri
Adaptação
***************
Ilustrador
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Idioma
Português-Francês
Lançamento
12/2011
Acabamento
Capa Dura
Formato
16cm x 23cm
Páginas
432
Peso
500 g
ISBN - Livros
ISBN 9788580700169
ISBN - Digital
ISBN 9788580700152
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Sinopse
“BEL-AMI” é um romance realista escrito por Guy de Maupassant publicado em 1885 sob a forma de folhetim na revista literária “Gil Blas”, que explora a sociedade e as atitudes em relação à riqueza, ao poder e ao oportunismo, retratando a ascensão social de Georges Duroy, homem ambicioso e sedutor, além de arrivista e oportunista, lançado ao topo sociedade parisiense, graças à ajuda de suas amantes e do conluio entre a imprensa, as finanças e a política.

A obra se apresenta como uma pequena monografia da imprensa parisiense, onde Maupassant retrata implicitamente a sua própria experiência como jornalista. Assim a ascensão de Georges Duroy, ou “BEL-AMI”, pode ser comparada à própria ascensão de Maupassant. De fato, “BEL-AMI” é a descrição perfeita e inversa da vida de Guy de Maupassant, onde Georges Duroy representa o contrário do autor, conforme pode ser visto ao longo do romance. Através do personagem, o autor nos faz descobrir o mundo do jornalismo e da alta sociedade, sob a ótica dos escândalos políticos e financeiros. Agindo como um verdadeiro canalha, incerto e inconstante tanto nos domínios do amor quanto nos das ideias, Georges Duroy se vale de seu charme, do seu corpo e das mulheres para crescer social, política e financeiramente.

O romance, recheado de cenas sensuais, descreve Paris em detalhes, além das regiões campesinas em torno da capital francesa Georges Duroy explora as fraquezas das pessoas que o cercam em proveito próprio dentro de um processo pessoal de manipulação: Ele utiliza o sexo como uma arma para conseguir das amantes o que deseja, uma vez que cada mulher que ele seduz serve para um propósito específico, seja profissional, financeiro ou até mesmo político.
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Conheça mais sobre Guy de Maupassant


(1850-1893)

Henry René Albert Guy de Maupassant foi escritor, poeta e um dos maiores contistas de todos os tempos. Teve uma infância e uma juventude aparentemente felizes no campo, em companhia da mãe, uma mulher culta e depressiva, que foi abandonada pelo marido. Na década de 1870, mudou-se para Paris, onde firmou-se como contista e teve contato com os grandes escritores realistas e naturalistas da época: Gustave Flaubert, Émile Zola e Ivan Turgenev. A sua aversão natural à sociedade, aliada à sua saúde frágil, é retratada por meio da solidão e da meditação.

A sua obra é conhecida por retratar situações psicológicas e por fazer uma profunda crítica social com técnica naturalista e foi considerado como um dos escritores franceses mais lidos do final do século XIX. Destacou-se também pelos seus contos de terror, gênero no qual é reconhecido como sendo um dos grandes mestres do século XIX, ao lado de Edgar Allan Poe. Nesses contos, narrados com um estilo ágil e nervoso, repleto de exclamações e símbolos de interrogações, encontram-se as preocupações do escritor com a obsessiva presença da morte e do sobrenatural. Porém, foi em seus romances que Guy de Maupassant concentrou todas as observações dispersas em seus contos. As suas obras são marcadas por um estilo próprio, descritivo, naturalista e realista. As suas longas viagens à Argélia, Itália, Inglaterra e às regiões da Córsega, da Bretanha e da Sicília, produziram relatos de viagens esplendorosos, realizados, sobretudo, a bordo do seu iate particular, o “Bel-Ami”, a partir de 1885.

Em seus últimos anos, desenvolveu um constante desejo de solidão, uma obsessão para a autopreservação e um medo da morte e paranoia de perseguição enlouquecida em decorrência da sífilis que contraiu ainda na juventude. Em 2 de janeiro de 1892, Maupassant tentou cometer suicídio cortando a garganta e foi internado no célebre asilo privado do Dr. Esprit Blanche, em Passy , em Paris, aonde viria a morrer em 6 de julho de 1893. Foi enterrado no cemitério de Montparnasse, em Paris.



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