A Editora Landmark na Imprensa
"PRIMEIRA E POUCO CONHECIDA VERSÃO DO ROMANCE ‘FRANKENSTEIN’ É PUBLICADA NO BRASIL

Em dias peculiares de um verão sem sol à beira do Lago Léman, que fica entre a França e a Suíça, em 1816, Lord Byron e seus hóspedes John Pollidori, o poeta Percy Shelley e sua noiva Mary Wollstonecraft Godwin passavam o tempo lendo uns para os outros histórias de horror. Quando Byron sugeriu que cada um deles criasse uma história nova do gênero, a de Mary, 18 anos, é que ficou para a história: Frankenstein. Mary criou ali a base para seu romance, publicado pela primeira vez, anonimamente, em 1818, versão que está sendo relançada no Brasil em uma edição bilíngue e em capa dura da Landmark.

A trama pensada por ela, uma das primeiras obras de ficção científica, é a de um estudante interessado em ciências naturais e em mestres alquimistas. Essa combinação o leva a uma experiência inédita e perigosa: criar a vida, um novo ser humano a partir de partes de pessoas mortas. Mas logo rejeita a criatura e será perseguido por ela tempos depois, num duelo que vai em direção à tragédia.

O título do livro, vale lembrar, refere-se ao estudante (O Prometeu Moderno, aponta o subtítulo).Embora a cultura pop tenha através dos anos associado o nome à criatura, ela não é batizada no romance.

Existem três versões do romance: a de 1818, em três volumes; a de 1823, e a primeira a trazer o crédito para a autora, agora já casada com Percy e assinando Mary Shelley; e a de 1831, em volume único e revisado pela autora, a edição mais conhecida.

O livro é contado sempre na primeira pessoa, mas com diferentes narradores. Começa pelas cartas de um capitão de navio que comanda uma embarcação no Ártico e encontra o moribundo Victor Frankenstein. O doutor, então, começa a contar ao capitão sua história e de como foi parar lá ao perseguir um monstro criado por ele. E, em determinado momento, é a criatura que conta sua história, narrando-a a Frankenstein quando se reencontram. Tudo sempre relatado em cartas ou no diário do navio.

Sim, embora de aspecto monstruoso, a criatura é inteligente e articulada, longe da figura celebrizada na interpretação de Boris Karloff em uma das primeiras versões para o cinema, em 1931. Já existia uma versão muda de 12 minutos em 1910 e, para o teatro, já haviam versões desde 1823. A versão de 1931 é baseada mais em uma peça de 1927 que no romance. Poucas adaptações posteriores se aproximaram do romance original: Frankenstein de Mary Shelley (1994), no cinema, de Kenneth Branagh e com Robert De Niro como a criatura, e uma peça dirigida por Danny Boyle em Londres, em 2011.

Filha do filósofo anarquista William Godwin e da feminista Mary Wollstonecraft, Mary Shelley foi uma pioneira, uma mulher com muito a dizer em uma época e sociedade não tão dispostas a ouvir as mulheres. Talvez por isso essa primeira versão de Frankenstein tenha saído sem o crédito para a autora. Era uma mulher escrevendo uma obra que critica menos o homem brincando de Deus que o fato de abandonar suas criações e responsabilidades. "

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