A Editora Landmark na Imprensa
"Clássico da literatura de suspense

Frankenstein - O moderno prometeu - Edição bilíngue comentada (português/inglês - Landmark, 320 páginas, R$ 42,00, capa dura, tradução de Doris Goettems), da escritora britânica Mary Shelley (1797-1851), esposa do imortal poeta Percy Shelley, autor do prefácio, romance publicado pela primeira vez em 1818, é considerado um clássico, um dos marcos do suspense de todos os tempos.

Mary Shelley escreveu o livro com apenas 19 anos, após encontro do casal Shelley com Lorde George Gordon Biron, em sua mansão às margens do lago Genebra. Na introdução, a escritora conta como nasceu a história, os detalhes de sua estada na Suíça, em 1816, para veraneio, fazendo vizinhança com Lorde Byron. Este sugeriu que ele, Percy e Mary Shelley mais o amigo John Polidori aproveitassem os muitos dias de chuva para escrever, cada um, uma história de fantasmas. A proposta foi aceita.

O romance de terror gótico, com inspirações do movimento romântico, relata a história de Victor Frankenstein, um estudante de ciências naturais que busca recriar um ser vivo, uma criatura, através do uso da ciência em seu laboratório. O romance obteve grande sucesso na época e gerou todo um novo gênero, tendo grande influência na literatura e na cultura popular ocidental. A narrativa aborda, entre muitas coisas, a relação criador/criatura, com inevitáveis implicações religiosas, e mostra uma influência notável do clássico poema épico O paraíso perdido, de John Milton. A influência torna-se explícita com o uso dos versos do poeta na epígrafe e pelo fato de Frankenstein, o protagonista, ser leitor da obra de Milton.

Preconceito, ingratidão e injustiça também estão presentes. A criatura é sempre julgada por sua aparência e agredida antes de ter oportunidade de se defender. A inevitabilidade do destino, tema muito desenvolvido na literatura clássica, é constantemente aludida ao longo da obra que se presta a múltiplas interpretações e leituras.

As representações da criatura e sua história têm variado. Seria ela uma simples máquina de matar ou uma criatura trágica e desarticulada? A segunda hipótese é mais próxima da narrativa. A primeira adaptação do romance para o cinema foi feita pelos Edisons Studios, em 1910, e a mais famosa é a da Universal, de 1931, com Boris Karloff como a criatura. Esta adaptação deu a aparência mais conhecida do monstro, com eletrodos no pescoço e movimentos pesados e desajeitados, apesar de o livro descrever a criatura de outro modo. Novas versões, bastante divergentes da história do romance, vieram. Uma, de Mel Brooks, em 1974; outra, de Kenneth Branagh, em 1994; e, em 2015, uma com James McAvoy como Frankenstein foram realizadas.

Enfim, com esta exclusiva edição integral, comentada e bilíngue, o leitor brasileiro tem à disposição uma obra que atravessou os tempos e que permanece no imaginário da humanidade."

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