A Editora Landmark na Imprensa
"Obras pioneiras da ficção-científica, da inglesa Mary Shelley e do francês Cyrano de Bergerac, chegam às livrarias do País Engana-se quem tem a ficção-científica na conta de um exercício divinatório, expresso por meio de signos literários. O gênero (exportado para o cinema, a TV e os quadrinhos) certamente antecipou algumas transformações sociais e invenções tecnológicas. Entretanto, a ficção-científica é, antes de tudo, o retrato de seu tempo. Não raras vezes, os autores deixaram entrever as paixões e os medos que acompanharam seus contemporâneos. O caráter “etnográfico” da ficção-científica pode ser observado já nas primeiras obras do gênero. “O Último Homem” e “Viagem à Lua”, dois lançamentos recentes da área, trazem esta marca. O primeiro, assinado pela inglesa Mary Shelley (1619 - 1655), autora do clássico “Frankenstein”, traz o relato de um homem que vê o resto da humanidade ser devastada por uma peste; o segundo foi escrito pelo satírico Cyrano de Bergerac (1797 - 1851). Nele, o autor descreve suas impressões pelos estados e impérios lunares que visitou. Além da ficcionalizações sobre o conhecimento científico de sua época, as histórias têm em comum a proposta de descrever os costumes de seus contemporâneos. Os postos de observação, claro, são bem diferentes. Das primeiras décadas do século XIX, Shelley escolheu observar a solidão de um protagonista que dispõe de tempo para refletir sobre o absurdo da catástrofe que se abateu sobre seu pares, no então distante século XXI. Já Cyrano, fala de um tempo mais distante (a primeira edição data de 1657) e preferiu o satélite natural, mundo invertido que funciona como negativo do nosso, para falar sobre e criticar os costumes dos homens de seu tempo. "

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