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"Dom João VI, o pateta. Para o médico e escritor argentino Alejandro Maciel, a imagem que se tem do primeiro monarca brasileiro é descabida. Ao filho da rainha Maria I, marido da infanta Carlota Joaquina, pai de dom Pedro I e avô de dom Pedro II, cabem feitos como a abertura dos portos brasileiros, a fundação de instituições como o Banco do Brasil e a Biblioteca Nacional e a elevação da colônia a reino. Sobretudo, diz Maciel, autor de ""Diários de um Rei Exilado"", ficção histórica que retrata de forma viva a viagem da família real portuguesa para o Brasil, dom João VI centralizou o poder, mantendo coeso o país num momento em que as colônias espanholas na América se libertavam de forma sangrenta, e fez o primeiro imperador do Brasil independente, o próprio filho. ""Dom João VI não pode ser visto como um pateta"", indigna-se Maciel.

""Diários de um Rei Exilado"" foi escrito em espanhol e vertido para o português - ainda não está prevista uma edição em espanhol. Quem achar estranho um autor argentino se inspirar num episódio da história do Brasil deve atentar para dois detalhes: Maciel é autor de ""O Livro da Guerra Grande"", sobre a Guerra do Paraguai, e, sobretudo, diz não acreditar em fronteiras políticas. ""A história do Brasil"", esclarece, ""me fascina. No processo de independência, o Brasil não registrou as lutas imbecis que envolveram as colônias espanholas, com seus limites pouco claros. Para isso, foi fundamental a viagem de dom João, que via em seu filho Pedro, apesar das dúvidas que cercaram sua paternidade, já que era meio mulato, uma figura talhada para o exercício do poder. ""

""Para finalizar, a única terra que lhe ofereço em dádiva são os dois metros quadrados que precisa no cemitério para o dia que chegar o seu fim. Nada mais..."" E dom João VI se referindo a sua terrível esposa, Carlota Joaquina. Maciel não faz um romance histórico, gênero que não aprecia totalmente, pois ""falha como romance e falha como História"", mas ficção histórica. A diferença é sutil. ""Parto da História, mas a trama é ficcional. Invento tudo a partir da História. Assim, Diários não é História, mas literatura"", garante esse psiquiatra que, brinca, se dedica a sua profissão, em Assunção, no Paraguai, como forma de curar a própria loucura.

Federico Mengozzi"

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