A Editora Landmark na Imprensa
"Sangue e gritos em meio às trevas

Agora, a maior obra de terror de todos os tempos recebe uma edição de luxo, bilíngue, em capa dura

O enredo é narrado a partir do recurso da construção de textos confessionais: cartas, diários, relatos; além da coleta de reportagens de jornais - retrato da época

A tradução dos originais do romance ""Drácula"", bem como as notas explicativas são de Doris Goettems; como uma singularidade, esta edição comporta, ainda, um capítulo inicial, antes excluído pelo autor, quando da publicação de 1897. Tal composição, mais tarde, implicaria um conto sob o título ""O convidado de Drácula""; hoje, a crítica como um todo o considera essencial enquanto discurso introdutório da narrativa a esta narrativa de mistério. O conflito gravita em torno de um viandante inglês, cuja identidade o leitor desconhece; viaja ele à Transilvânia, onde deparará situações insólitas, mantendo contato com o sobrenatural, estando, pois, à mercê de forças desconhecidas.

Recursos expressivos

Seguindo a trilha de outros ficcionistas do século XIX, Bram Stoker deu ao romance ""Drácula"" uma estrutura epistolar. Seguem-se, ao longo da trama, cartas, diários, matérias de jornais, registros de viagens. Tal expediente visa, antes de tudo, à construção de uma atmosfera de medo, de pavor, uma vez que as personagens, uma vez postas diante do desafio das confissões, vivenciam, outra vez, a experiência do horror por que passaram: ""À meia-noite, seguir para render o marinheiro que estava à frente do leme, e quando ali cheguei não encontrei ninguém. [...] Eu não ousava sair dali, então chamei o imediato. Ele correu para o convés alguns momentos depois, vestido com sua roupa de dormir de flanela. Estava com os olhos arregalados e completamente abatido"". Mas o que devera ele vira?

Um largo painel

A rigor, as situações insólitas, comportando temas como a metamorfose, a imortalidade, servem, antes, de pano de fundo, para que o autor possa, com nítidas cores, pincelar a sociedade de seu tempo. Sob a égide dos valores vitorianos, às vezes com fina ironia, outras com notas de humor, são enumerados usos e costumes, crenças e ideias cristalizadas. O medo de vampiros, por exemplo, é, antes de tudo, uma alegoria que diz respeito ao medo que os ingleses cultivavam em relação ao que vinha do estrangeiro: o mito de Drácula vem da Romênia.

É possível penetrar na vida social, palmilhar arquiteturas e divertimentos, entrar em contato com a moda e com o modo de se comportar, quer homem, quer mulher, no trato com o outro.

A trama

Tudo, nessa trama, é envolvido pelo ar gótico: em meio a penumbras, o conde Drácula - chegara à Inglaterra com o intuito de tornar-se senhor do mundo, daí a escolha pelo espaço da Revolução Industrial, pois, consoante o pensamento cientificista, apenas o conhecimento da Ciência poderia levar o homem em direção ao, até então, absolutamente desconhecido: ""Ele é um filósofo e um metafísico, e um dos cientistas mais avançados de sua época, e tem, creio, uma mente absolutamente aberta. Isto, mais nervos de aço, temperamento frio, resolução indomável, autodomínio..."", Assim, com tais elementos pode, com tranquilidade, inserir-se na vida social inglesa.

Considerações finais

Um dos elementos mais vigorosos de ""Drácula"" reside no mistério de sua origem. Muitos afirmar ser ele a encarnação ficcional do príncipe Vlad Tepes; este era, verdadeiramente, a representação viva da crueldade; e poucos, como ele, vivenciaram, com largo sabor, o sadismo, pois, acompanhava, com imenso prazer, a agonia de suas vítimas. O mito do vampirismo é ancestral. Drácula, o maior dentre todos os referentes. Presença recorrente no fantástico.

LIVRO

Drácula - Bram Stoker LANDMARK - 2012, 432 Páginas - R$ 37,00

Por CARLOS AUGUSTO VIANA, EDITOR "

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