A Editora Landmark na Imprensa
"Um clássico relançado

Moby Dick, do norte-americano Herman Melville, chega às livrarias em luxuosa edição bilíngue.

Uma das obras máximas do Romantismo norte-americano e um dos grandes clássicos da literatura, Moby Dick, de Herman Melville, que já inspirou filmes e séries para a televisão, acaba de ganhar uma edição de luxo. Com tradução de Vera Silvia Camargo Guarnieri, Moby Dick (Landmark, 528 páginas, R$ 49) tem capa dura e texto em Português e Inglês.

A obra de Melville foi publicada originalmente em três fascículos com o título A Baleia, em Londres, em 1851, e ainda no mesmo ano em Nova York em edição integral, mas só recebeu o título definitivo, Moby Dick, a partir de sua segunda edição. Inspirado pelas experiências pessoais do autor e por outros acontecimentos que marcaram o período, Moby Dick representa, além de uma complexa narrativa de ação, uma profunda reflexão sobre o confronto entre o homem e a natureza, ou segundo alguns especialistas, entre o homem e o Criador, reforçada pela ‘universalidade’ dos tripulantes do navio “Pequod”, o que sugere uma representação da Humanidade. Obra de profundo simbolismo, Moby Dick inclui referências a temas diversos como religião, biologia, idealismo, pragmatismo e vingança. Melville tomou como base inspiradora a história do capitão George Pollard e de seu navio baleeiro “Essex” que, em 1823, foi atingido por uma baleia antes de naufragar. Depois que o “Essex” afundou, Pollard e sua tripulação boiaram no mar sem comida ou água por três meses, e recorreram ao canibalismo antes de serem resgatados.

O livro foi revolucionário para a época, com descrições intricadas e imaginativas das aventuras do narrador Ismael, suas reflexões pessoais, e grandes trechos de não-ficção, sobre variados assuntos, como baleias, métodos de caça, tradições navais, detalhes sobre as embarcações, funcionamentos e armazenamento de produtos extraídos das baleias. Apesar dessas características, a obra foi inicialmente mal-recebida pela crítica literária, assim como pelo público, mas com o passar do tempo tornou-se uma das mais respeitadas obras da literatura em língua inglesa. A fama de Moby Dick e a revisão de sua importância e sua inclusão como parte do Cânone Ocidental da Literatura se inicia a partir da década de 1910, com a revisão literária realizada por Carl Von Doren e a publicação da obra “Studies in Classic American Literature”, elaborado pelo escritor, ensaísta e poeta britânico D.H. Lawrence em 1923.

A obra tem sido base de incontáveis adaptações, tanto para filmes, peças de teatro, ópera, balé, graphic novels e inúmeras outras mídias, tendo recebido 23 adaptações para o cinema e televisão. A primeira adaptação para o cinema ocorreu em 1926, em uma versão muda, estrelada por John Barrymore, denominada The Sea Beast; a mesma versão foi recontada quatro anos mais tarde, estrelada pelo mesmo elenco, já em versão sonorizada com o título Moby Dick. A versão mais famosa foi a realizada por John Huston, em 1956, estrelada por Gregory Peck, no papel do capitão Ahab e Orson Welles, como o padre Mapple, com roteiro elaborado pelo escritor Ray Bradbury. As versões mais recentes foram as realizadas para a televisão.

Moby Dick, de 1998, vencedora do Globo de Ouro, estrelada por Patrick Steward como Ahab e Gregory Peck como padre Mapple; e a minisérie para a televisão, de 2011, dirigida por Mike Barker, estrelada por William Hurt como Ahab e Ethan Hawke como Starbuck.

Herman Melville (1819-1891) foi escritor, poeta e ensaísta. Embora tenha obtido grande sucesso no início de sua carreira, sua popularidade foi decaindo ao longo dos anos. Faleceu quase completamente esquecido, sem conhecer o sucesso que sua mais importante obra, o romance Moby Dick, alcançaria ao longo do século 20. Vivendo uma juventude sacrificada, após a morte do pai, parte para a vida no mar, a bordo de vários navios. Anos mais tarde, em 1849, contaria no livro Redburn a decepcionante experiência dessa viagem em relação aos marujos grosseiros e a exaustão da vida a bordo. Toda essa experiência da luta dos homens contra a baleia marcou o espírito de Melville. Em julho de 1842 desembarcou com um amigo na ilha de Nuku-Hiva e após ser abandonado por este, e com a perna ferida foi resgatado um mês depois pelo ‹Lucy Ann’, um baleeiro australiano. As peripécias nesse navio e a descrição do modo de vida dos nativos da ilha resultam no livro Typee, uma reportagem narrativa. As experiências vividas em Papeete, no Taiti, após desembarcar do Lucy Ann, foram revividas em seu livro Omoo, de 1847. Em 1851, na placidez da fazenda comprada em Pittsfield, ao lado da esposa e dos filhos, terminou a história baseada nas experiências vividas no baleeiro Acushnet, contando as aventuras do capitão Ahab, louco de dor e solidão, comandante do baleeiro Pequod contra a baleia branca Moby Dick, contra a baleia branca Moby Dick, obra recebida pela crítica da época como um romance superficial."

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