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"Drácula, de Bram Stoker, chega às livrarias em edição bilíngue

Aclamado nos dias atuais, quando foi lançado, em 1897, o romance Drácula, não fez o sucesso que alcançou posteriormente. O autor, Bram Stoker (1847-1912), que já havia publicado outras obras, tinha, na época, 50 anos, e morreu dez anos antes de ver sua história chegar às telas pelas mãos de F. W. Murnau em Nosferatu (Nosferatu, eine Symphonie des Grauens, 1922), que mudou o nome do protagonista – de Drácula para Orlok – e transferindo o local da trama da Inglaterra para a Alemanha. O espólio do escritor acionou o diretor alemão judicialmente e venceu a questão. Pois bem, para quem não conhece a história original, uma nova edição de Drácula (Landmark, 432 páginas, R$ 37) chegou às livrarias. Uma edição, digamos, para colecionadores, com capa dura, texto em Português e Inglês, que inclui o capítulo inicial excluído pelo autor no lançamento da obra, há 115 anos. Esse capítulo, rebatizado como o conto “O convidado de Drácula’, seria publicado em 1914 pela viúva de Stoker. Desde então a crítica discute a importância deste conto como um capítulo introdutório, cuja história gira em torno de um viajante inglês não identificado.

A atmosfera gótica é o pilar do romance: a maior parte da história se passa na Inglaterra, berço da civilização industrial e para onde o Conde se dirige com o intuito secreto de conquistar o mundo, o que é apenas sublimado ao longo da narrativa. Quando o conhecimento científico encontra seu limite para lidar com os fatos, resta o conhecimento popular. É desse conhecimento que Van Helsing tira os procedimentos necessários para acabar com o vampiro. As dicotomias entre as figuras do bem e do mal são figuradas nos personagens humanos e nos vampiros.

Na verdade, o medo de vampiros é anterior à publicação da obra de Bram Stoker, tendo já aparecido em 1819, na obra O Vampiro, de John Polidori (1795-1821), contemporâneo de Mary Shelley e de Lorde Byron. Entretanto, a propagação do mito e do medo e a inspiração para milhares de outras fabulações sobre vampirismo, deve-se, e muito, ao romance Drácula. O personagem principal, que é apresentado indiretamente através das narrativas dos demais personagens, pode ter sido inspirado na vida do príncipe Vlad Tepes, cuja crueldade e prazer em ver a agonia de suas vítimas contribuíram para que Bram Stoker criasse um ser tão perverso.

O romance de Bram Stoker tem sido a base de incontáveis filmes e peças, ópera, balé e graphic novels, sendo que o número de filmes que incluem referências a Drácula direta ou indiretamente chega a mais de 649 adaptações. A primeira adaptação para os palcos foi escrita e dirigida pelo próprio Bram Stoker e encenada uma única vez em Londres. No cinema, depois de F.W. Murnau, surgiram as adaptações mais conhecidas – com seu nome devidamente creditado – como Drácula (Drácula, 1931), de Tod Browning, e Drácula de Bram Stocker (Drácula, 1992), de Francis Ford Coppola.

O autor

Escritor e dramaturgo irlandês, reconhecido por ter sido o autor de Drácula, a principal obra no desenvolvimento do mito moderno do vampiro.Sempre estudando em Dublin, escreveu seu primeiro ensaio aos 16 anos e, em 1875 recebeu seu mestrado. Tornou-se crítico de teatro no jornal Dublin Eventing Mail. Casou-se com Florence Balcombe. Mudou-se para Londres, onde passou a trabalhar na companhia teatral Irving Lyceum, assumindo várias funções e permanecendo nela por 27 anos. Em 1879 nasceu seu único filho, Irving Noel Thornley Stoker. Trabalhando para o ator Henry Irving, Stoker viajou por vários países, apesar de nunca ter visitado a Europa Oriental, cenário de seu famoso romance. Enquanto esteve no Lyceum Theatre, começou a escrever romances e fez parte da equipe literária do jornal Daily Telegraph, para o qual escreveu ficção e outros gêneros. Antes de escrever Drácula, Stoker passou vários anos pesquisando folclore europeu e as histórias mitológicas dos vampiros. Depois de sofrer uma série de derrames cerebrais, Stoker faleceu em Londre em 1912. Suas cinzas estão numa urna no Crematório de Golders Green, em Londres."

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