A Editora Landmark na Imprensa
"Dois lançamentos importantes da Editora Landmark

Por Carlos de Souza

Recebi da Editora Landmark, informações sobre dois importantes lançamentos de grandes títulos da literatura universal. Reproduzo aqui o texto enviado para a apreciação dos leitores:

""Há exatos 161 anos, o autor norte-americano, Herman Melville (1819-1891) entrou para a história da literatura mundial, ao lançar Moby Dick, considerado pela crítica como um dos maiores livros de todos os tempos. Moby Dick foi lançado originalmente, em Londres, em três fascículos intitulados A Baleia. No mesmo ano (1851), o livro foi lançado em Nova York em versão integral. Somente na segunda edição o livro ganharia o título que o tornaria famoso: Moby Dick.

Melville, ao escrever Moby Dick, inspirou-se em suas próprias experiências como marinheiro e em acontecimentos da época, criando, além de uma complexa narrativa de ação, uma profunda reflexão sobre o confronto entre o homem e a natureza, ou segundo alguns especialistas, entre o homem e seu Criador, reforçada pela ""universalidade"" dos tripulantes do navio Pequod, o que sugere uma representação da Humanidade.

Neste ano a Editora Landmark, lançou em Agosto, a edição bilíngue, português/inglês, de Moby Dick, 528 páginas, R$49,00, em edição de luxo em capa dura, com tradução de Vera Silvia Camargo Guarnieri. Especializada em grandes clássicos bilíngues, como Orgulho e Preconceito de Jane Austen, Drácula de Bram Stocker e A Divina Comédia de Dante Alighieri, a Editora Landmark vem desde sua criação desenvolvendo sua linha editorial com o intuito de trazer ao público-leitor brasileiro o acesso à boa literatura, seja ela nacional ou estrangeira.

Herman Melville tomou como base inspiradora a história do capitão George Pollard e de seu navio baleeiro Essex que, em 1823, foi atingido por uma baleia antes de naufragar. Depois que o Essex afundou, Pollard e sua tripulação boiaram no mar sem comida ou água por três meses, e recorreram ao canibalismo antes de serem resgatados. A obra foi inicialmente mal-recebida pela crítica literária, assim como pelo público, mas com o passar do tempo tornou-se uma das mais respeitadas obras da literatura em língua inglesa. A fama de Moby Dick e a revisão de sua importância e sua inclusão como parte do Cânone Ocidental da Literatura se inicia a partir da década de 1910, com a revisão literária realizada por Carl Von Doren e a publicação da obra Studies in Classic American Literature, elaborado pelo escritor, ensaísta e poeta britânico D.H. Lawrence em 1923.

Outro bom lançamento da Editora Landmark é A Abadia de Northanger, de Jane Austen, 240 páginas, R$28,00 que retrata o balneário de Bath, Inglaterra, freqüentado pela autora e sua família, na obra protagonizada por Catherine Morland. Em meio aos passeios e bailes, a moça conhece outros jovens da cidade, entre eles John Thorpe e Henry Tillney, inseridos no mundo da literatura e da história, revelando assim à ingênua Morland os deleites de grandes romances. O general Tillney, pai de Henry, convida o grupo para uma visita em uma de suas propriedades, a Abadia de Northanger, estadia aceita prontamente pela moça animada com o clima de mistério e conhecimento. Com os delírios da produção gótica, Catherine entra em um conflito entre ficção e realidade durante suas experiências literárias e estadia na casa, cujo ambiente a remete ao antigo, ao sombrio e ao fantástico.

A Abadia de Northanger transparece toda a habilidade de Jane Austen (1775 -1817) em criticar socialmente seu tempo por meio de análises morais de seus personagens. Com boa dose de senso de humor, os excessos que beiram o ridículo dos romances góticos são criticados de forma cotidiana e plausível, um feito que, entre inúmeras razões, torna a autora uma das mais importantes e lidas por todo mundo. O livro, após décadas sem publicação no Brasil, é muito procurado por seguidores da autora e curiosos, chega agora com nova tradução e em edição bilíngue - texto original e versão em português juntos.

A publicação original de A Abadia de Northanger aconteceu em dezembro de 1817, em conjunto com Persuasão. Entretanto, a conclusão do romance é o mais juvenil entre todos os títulos da autora, foi escrito em 1798 e vendido à editora inglesa Crosby & Co., que apesar de adquiridos os direitos, optou pela sua não-publicação do texto. Anos depois, o irmão da escritora, Henry Austen, recuperou os direitos sobre o livro e o submeteu a uma nova revisão da autora, sendo então publicado, logo após a morte de Jane Austen"".

Boa leitura. "

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