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"Romance além do tempo

Há dois séculos, foi publicado o livro “Orgulho e Preconceito”, pela britânica Jane Austen. Seria um azarão quem apostasse naquela época que o romance se tornaria mundialmente reconhecido e viria a ser considerado um dos melhores de todos os tempos Para o americano Laurence Mazzeno, autor de “Jane Austen: Two Centuries of Criticism (Literary Criticism in Perspective)”, em tradução literal “Jane Austen: Dois Séculos de Crítica (Crítica Literária em Perspectiva)”, o fato de Jane ser mulher não foi o fato principal que fez com que seus livros levassem décadas para começarem a despertar o interesse do público.

“Na época de Jane, as mulheres nobres achavam indecente colocar seu nome em um romance, mas todos sabiam que ela havia escrito tanto esse livro quanto os que se seguiram. Tanto que o príncipe regente, que se tornaria George IV, era fã dela, e Austen dedicou ‘Emma’ a ele. O que limitou a popularidade de Austen foi sua decisão de ir contra a corrente e não escrever o que era esperado de um romance. O que ela escrevia era uma ficção realista que expunha – até de maneira desconfortável – a situação das jovens mulheres que eram negociadas como commodities no mercado de casamentos”, conta Mazzeno.

Enquanto isso, seus contemporâneos escreviam sobre donzelas sensíveis que desmaiavam de êxtase e heróis invencíveis. Além disso, as heroínas de Jane têm línguas afiadas, algo bem inesperado para a época. O interesse sobre Austen começou a aumentar com a publicação em 1869 da biografia de seu sobrinho-neto, James Edward Austen-Leigh. Na virada do século 20, os acadêmicos começaram a escrever livros sobre Jane. O livro superou até mesmo o fenômeno conhecido como “A Reação Contra os Vitorianos”, uma grande repulsa causada pelos livros da época, repletos de uma noção de superioridade, otimismo e intelectualidade moralista e arrogante.

“Depois da Primeira Guerra, a maior parte dos ingleses e muitos americanos não podiam nem ouvir falar no estilo vitoriano de escrever. Apesar de alguns argumentarem que Dickens ainda está no topo do ranking dos melhores novelistas ingleses, tanto no que diz respeito a interesse geral quando acadêmico, Austen não está longe e pode ter ultrapassado Dickens, ficando atrás apenas de Shakespeare”, garante Mazzeno. "

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