A Editora Landmark na Imprensa
"Chega ao Brasil, Orlando

Orlando, de 1928, é considerado o livro mais popular da escritora britânica Virginia Woolf, em parte por ser uma obra acessível, mas sobretudo por seu conteúdo. Trata-se de uma novela quase biográfica baseada na vida de Vita SackvilleWest, uma amiga da autora, e que suscita uma série de dúvidas, por seu caráter ambíguo. Nele, Virginia “joga” com o leitor, colocando-o em constante diálogo com o biógrafo, além de expor página a página questionamentos que povoam sua mente, como a relação do homem com o tempo e a imposição de padrões a homens e mulheres. O livro chega ao país em nova edição com a chancela da Editora Landmark. Orlando (Orlando: A Biography) narra a vida de um nobre inglês nascido no século XVI e que descobre ter o dom da imortalidade. Depois de viver durante três séculos sem envelhecer, ele se transforma em mulher de uma hora para outra. Com um relato agradável, valendo-se da temática temporal, uma das marcas de Virginia Woolf, o livro apresenta um lado misterioso ao trabalhar as ambiguidades da identidade feminina e masculina e suas relações com a condição humana.

Bem-humorado, Orlando é um dos grandes exemplares do modernismo inglês e um dos ápices da arte literária de Virginia Woolf. Além do interessante e original argumento, a narrativa se destaca pela beleza das descrições e pelo lirismo de suas reflexões e diálogos. Verdadeira poesia dentro da prosa. Mas quem seria Orlando? Homem ou mulher? O caráter ambíguo da obra reflete a visão de Virgínia acerca de si mesma e do mundo em que vivia. Pode-se afirmar que a escritora pretendeu valorizar as qualidades femininas do homem e as qualidades masculinas da mulher, c construindo uma narrativa a favor da igualdade de gêneros, destacando o que nos torna similares ao invés daquilo que nos torna diferentes.

Orlando apresenta uma dualidade sexual, a mesma que a própria escritora defendia ao se colocar contra o asfixiante comportamento social da mulher inglesa. Como precursora de um incipiente feminismo, Woolf removeu a mulher do ostracismo social e de seu mero papel de esposa e mãe através da instrução e da criatividade literária. Expressa a particular luta pela igualdade entre os sexos de Virginia Woolf.

NA DRAMATURGIA

Em 1989, Orlando foi levado pela primeira aos palcos pelo diretor Robert Wilson, adaptado por Darryl Pinckney. Uma segunda adaptação realizada pela dramaturga Sarah Ruhl estreou em Nova York em 2010. Foi levado aos cinemas em 1992, dirigido por Sally Potter, com Tilda Swinton (Precisamos Falar sobre Kevin) no papel-título, recebendo duas indicações ao Oscar por figurino e direção de arte. No Brasil, a obra de Woolf foi encenada pela diretora Bia Lessa e apresentada na temporada inaugural do Teatro I do CCBB no Rio de Janeiro em 1989, com a participação dos atores Fernanda Torres, Julia Lemmertz, Cláudia Abreu e Otávio Muller. Em 2004, Betty Gofman, Natália Lage, Vanessa Gerbelli e Dany Roland estrearam uma nova montagem do espetáculo no Teatro Dulcina no Rio de Janeiro. (Com assessoria)

Por Luiz Fernando Vieira, da Redação"

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