A Editora Landmark na Imprensa
"A primeira versão do manuscrito de “Frankenstein”, obra clássica de autoria de Mary Shelley, e que será lançada em uma exclusiva edição bilíngue em capa dura em 2014 pela Editora Landmark, recebe destaque no jornal The New York Times

“Manuscrito de ‘Frankenstein’ ganha vida no Online Shelley Archive”

Por JENNIFER SCHUESSLER: 31/10/2013 “Frankenstein”, de Mary Shelley, notoriamente concebido durante uma noite de tempestade no verão de 1816, tem inspirado incontáveis peças, filmes, comic books e até mesmo aplicativos para iPhone. E agora, o manuscrito original é também a peça central da primeira fase do Shelley-Godwin Archive, um ambicioso projeto digital online que ganha vida neste Halloween.

O arquivo, que será inaugurado em um evento público realizado nesta quinta-feira na Biblioteca Pública de Nova York, é fruto da colaboração entre a biblioteca e o Instituto de Tecnologia em Humanidade da Universidade de Maryland, com contribuições da Biblioteca Bodleana de Oxford e de diversas outras instituições. Seu objetivo é reunir todos os manuscritos literários de Percy Bysshe Shelley e Mary Shelley, sua segunda esposa, bem como dos pais de Mary, Mary Wollstonecraft e William Godwin – a “primeira família da Literatura Inglesa” como o arquivo a define.

O manuscrito de “Frankenstein”, pertencente à Biblioteca Bodleana, é em si uma espécie de monstro reconstruído, de acordo com Neil Fraistat, o diretor do centro de Maryland e um dos líderes do projeto. Ele sobrevive graças a dois cadernos escritos por Mary, com comentários e alterações realizados por Percy. No site, os usuários poderão verificar quais palavras foram escritas por Mary ou Percy, acionando apenas um botão. Também será possível visualizar trechos das provas de impressão ainda existentes, escritas a mão por Mary, que foram revisadas por seus editores.

Ao longo de seu relacionamento, conforme demonstra Fraistat, as letras de Percy e Mary foram se tornando cada vez mais similares, o que levou a diversos debates sobre qual participação de cada escritor em seus textos. Em “The Man Who Wrote Frankenstein”, publicado em 2007, John Lauritsen chegou mesmo a aventar a possibilidade de Percy ser o verdadeiro autor do romance, com Mary, que ainda era apenas uma adolescente à época, ter servido apenas como copista, fato frequentemente realizado por ela nas obras do marido. (O crítico Germaine Greer vai mais longe ao afirmar que “Frankenstein” era um romance tão ruim por ter sido escrito por Percy).

O arquivo digital, conforme Fraistat afirma, possibilitará aos estudiosos e aos leitores comuns, uma janela aberta à estreita colaboração do casal Shelley. Particularmente ele aponta dois trechos dos manuscritos onde Percy deixa de lado seu papel de revisor editorial e se dirige ternamente à sua esposa. Em um deles, ele corrige a gramática de “enigmatic”, dirigindo-se a ela através de seu apelido íntimo, “Oh minha linda bobinha!” (Mary, por sua vez, chama o marido de “Elf”).

“É um daqueles momentos que demonstram a beleza de sua mútua colaboração”, afirma Fraistat, complementando, “Ninguém é capaz de ver isso em uma edição impressa de ‘Frankenstein’”.

A próxima fase do projeto, que recebeu 300 mil dólares de apoio através do National Endowment for the Humanities, é digitalizar os manuscritos de “Prometeu Libertado”, além de mais de trinta cadernos de anotações e outros manuscritos, de autoria de Percy Shelley, onde é possível verificar a influência que Mary possuía na obra de seu marido.

“É uma colaboração de mão-dupla”, afirma Fraistat. “Não era apenas uma mera supervisão dele sobre a obra dela”. "

EDITORA LANDMARK LTDA.
Rua Alfredo Pujol, 285 - 12º andar - Santana - 02017-010 – São Paulo - SP - Brasil
Tel.: +55 (11) 2711 2566 / 2950 9095

[email protected]