A Editora Landmark na Imprensa
"Editora lança edição de luxo bilíngue de Mansfield Park, de Jane Austen

O lançamento acontece para celebrar os 200 anos da primeira publicação da obra, que já foi adaptada para o cinema e televisão

No ano em que se comemoram os 200 anos de sua primeira publicação, a editora Landmark apresenta uma exclusiva edição de luxo em capa dura bilíngue do livro Mansfield Park, com uma nova tradução de Vera Guarnieri.

Mansfield Park, considerado o mais ambicioso romance de Jane Austen, foi escrito entre os anos de 1811 e 1813 e publicado anonimamente, como todas as demais obras da autora, em 1814. É provavelmente o menos romântico e o mais pragmático dos romances de Austen, como seu abrupto e bastante prosaico fim demostra. Foi o primeiro dos romances da autora totalmente concebido e escrito em Chawton - sua última morada, onde viveu até sua morte em 1817 - e caracteriza-se por apresentar um aspecto muito diferente dos demais romances predecessores. Para alguns leitores, Mansfield Park é o romance mais gratificante e mais substancial já escrito por Austen, enquanto que outros o veem com certa reserva, devido à sagacidade e humor presentes em seus 48 capítulos.

Mansfield Park é um romance que enfoca as maneiras com que as pessoas tentam lidar uns com os outros. Mansfield Park deve ser lido sem preconceitos ou suposições, que na verdade é um dos temas principais do livro. Quase todos, em Mansfield Park, passam ao longo de toda a trama fazendo suposições erradas sobre outras pessoas. Ninguém parece realmente entender uns aos outros e poucos são aqueles que sequer fazem um esforço para tentar entender os demais. Nesse sentido, são típicos personagens criados por Austen: reais, inclassificáveis, difíceis, contraditórios e confusos. Antagonistas agem mais como heróis, heroínas são, por vezes, antipáticas, e vilões, de repente, se transformam em protagonistas. Assim, escândalos surgem em Mansfield Park em todos os níveis: o pecado; as tentações para o pecado; as obstruções interpessoais; as impropriedades que chocam, excitam e produzem fofocas dentro da esfera em que vivem os personagens; a desgraça e a queda públicas; a vitimização e a acusação profética; a expulsão e o sacrifício empreendidos pelo mau gosto da mídia. As tensões morais implicadas pelos sentidos, tão claramente apresentadas em Mansfield Park, são as mesmas tensões morais do nosso mundo atual: o comportamento contra a moral, a culpa contra a vergonha, a liberdade contra a permissibilidade, a tolerância contra a lascívia, a justiça contra a misericórdia. Austen realmente não pretende resolver qualquer dessas tensões, mas prefere pressioná-las até o limite de sua solubilidade. E este é a resolução engenhosa de Mansfield Park.

De várias maneiras, Mansfield Park, a história tão complexamente criada por Jane Austen, torna-se a nossa própria história, quer gostemos ou não, soando um pouco como a própria vida de todos nós.

O tema prevalecente na obra continua relevante: a necessidade de homens e mulheres encontrarem a sua identidade e fazerem as suas próprias escolhas - ainda que a sociedade, por sua natureza, tente os fazer seres dependentes, sem força e preconceituosos. Este foi o romance mais lucrativo de Austen, garantindo à autora 350 libras, uma fortuna na época.

A história já foi adaptada para as mais variadas mídias, principalmente para o cinema e televisão, e as homônimas norte-americanas de 1999 e 2007. Além disso, há uma ópera composta por Jonathan Dove, cuja primeira apresentação ocorreu no Heritage Opera em 30 de julho de 2011; e uma adaptação teatral realizada por Tim Luscombe, produzida para o Theatre Royal, Bury St. Edmunds. "

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