Meditações
Meditações
Autor
John Donne
Tradução e notas
Fábio Pedro-Cyrino
Adaptação
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Ilustrador
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Idioma
Português-Inglês
Lançamento
01/2010
Acabamento
Brochura
Formato
16cm x 23cm
Páginas
142
Peso
205 g
ISBN - Livros
ISBN 9788588781320
ISBN - Digital
ISBN 9788588781658
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Sinopse
“Nenhum homem é uma ilha, inteiramente isolado; todo homem é um pedaço de um continente, uma parte de um todo. Se um torrão de terra for levado pelas águas até o mar, a Europa fica diminuída, como se fosse um promontório, como se fosse o solar de teus

“Nenhum homem é uma ilha, inteiramente isolado; todo homem é um pedaço de um continente, uma parte de um todo. Se um torrão de terra for levado pelas águas até o mar, a Europa fica diminuída, como se fosse um promontório, como se fosse o solar de teus amigos ou o teu próprio; a morte de qualquer homem me diminui, porque sou parte do gênero humano. E por isso não perguntai: Por quem os sinos dobram; eles dobram por vós”.


Estas e outras citações, que além da beleza poética, possuem o caráter preciso e filosófico da obra de John Donne, estão nesta sua última grande publicação. Escreveu as suas Meditações como parte de uma obra maior: as suas "Devoções para Ocasiões Emergentes", que foram redigidas enquanto Donne estava gravemente doente e publicadas no ano de 1624.

As suas reflexões a respeito da condição de transitoriedade da vida e da preparação do corpo e do espírito frente ao encontro derradeiro com o Criador são apresentadas de um modo poético e complexo, refletindo toda as características metafísicas de uma produção literária ampla e vasta.

Conheça mais sobre John Donne


(1572-1631)

Um dos mais proeminentes dos poetas metafísicos ingleses e teólogo famoso por seus encantadores sermões, nasceu no seio de uma próspera família católica, algo raro na época, pois o sentimento anticatolicismo tomava conta da Inglaterra. Em 1593, um dos irmãos de Donne, Henry, morreu na prisão, condenado por acolher um padre católico, também condenado. Tal fato fez Donne questionar a sua fé. Com a morte do pai, herdou uma boa fortuna, gastando-a com mulheres, livros, teatro e viagens.

Destacou-se ao lado de Thomas Morton, escrevendo panfletos anticatólicos. Foi também nesse tempo que escreveu “Poemas Divinos” e o texto “Biathanatos”, famosa por argumentar que o suicídio não é necessariamente um pecado. Devido à aproximação com as ideias anticatólicas, Donne publicou dois poemas sob esse tema, “Pseudo-Martir” e “O Conclave de Ignatius”, a afirmação final e pública sobre a renúncia da fidelidade ao papa por parte de Donne. Em 1607, converteu-se ao Anglicanismo, mais por insistência do rei Jaime I que alegou que Donne não receberia nenhum título nobre, senão através da Igreja Anglicana. Em 1615, tornou-se capelão real e alçou o cargo de teólogo em Divindade.

Em 1617, abatido pela morte prematura de sua esposa, Donne escreveu dezessete sonetos sagrados, e desde então, segundo o seu amigo e biógrafo, Izaak Walton, Donne foi “crucificado para o mundo”. Continuou a escrever poesias, notavelmente “Sonetos Sagrados”, mas o período de versos românticos acabara. Em 1621, foi nomeado Deão da Catedral de São Paulo, título que manteve até a morte. Destacou-se nesse cargo, estabilizando-se financeiramente, e escreveu algumas das suas reflexões, sob a alcunha de “Devoções para Ocasiões Emergentes”, redigidas enquanto gravemente doente, e publicadas em 1624.

Obcecado pela ideia da morte, Donne declamou o que foi chamado de seu próprio sermão funerário, “Duelo da Morte”, algumas semanas antes de morrer em Londres, no dia 31 de Março de 1631.



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