O homem que sabia javanês e outros contos selecionados
O homem que sabia javanês e outros contos selecionados
Autor
Lima Barreto
Tradução e notas
Francisco Araújo da Costa
Adaptação
Sávio Ramos Silva
Ilustrador
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Idioma
Português-Inglês
Lançamento
09/2019
Acabamento
Capa Dura
Formato
16cm x 23cm
Páginas
272
Peso
460 g
ISBN - Livros
9788580700664
ISBN - Digital
9788580700718
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Versão Física

Sinopse
Lima Barreto é um escritor atemporal, apesar de retratar como poucos, o seu tempo e a sua terra.

Militante e panfletário, ele transformou a sua vasta produção literária – uma obra com dezessete volumes, entre eles romances, crônicas (que publicou em dezenas de jornais e revistas do Rio de Janeiro), contos, memórias e críticas literárias – em uma ativa tribuna de combate ao preconceito racial e à discriminação social, transformando o ato de escrever um ato político, onde debatia e demonstrava o seu ponto de vista que por vezes sobrepujava os limites literários.

Deste ponto de vista, a totalidade da sua obra encontra-se mais atual e viva do que nunca.

Fruto de sua época, nascido livre sete anos antes da Abolição da Escravatura, a produção literária de Lima Barreto é marcada pela investigação das desigualdades sociais e por uma leitura crítica sobre os homens e as suas relações frente a uma sociedade provinciana e hipócrita. É permeada por altos níveis de criatividade e realização estética, que por vezes renuncia as preocupações artísticas em prol de uma literatura documental, de increpação dos problemas sociais e políticos. Escrevia com uma linguagem simples, fugindo ao estilo literário comum do seu tempo, o que lhe valeu o desprezo da Academia Brasileira de Letras para A qual se candidatara duas vezes, tendo desistido da terceira antes mesmo da realização das eleições.

Os treze contos apresentados nesta edição bilíngue apresentam toda a luta de Lima Barreto para romper as barreiras sociais, políticas e do vazio intelectual da sua época. Demonstram também como instigava o senso crítico dos seus leitores como, por exemplo, com relação ao fascínio pela falsa erudição em O HOMEM QUE SABIA JAVANÊS; com relação ao preconceito racial, principalmente em CLARA DOS ANJOS; com relação à sátira da alma gananciosa do ser humano em A NOVA CALIFÓRNIA, em NUMA E A NINFA e SUA EXCELÊNCIA; e contra o materialismo vazio e estúpido, a promiscuidade e os desejos espúrios da sociedade carioca em UM E OUTRO, MISS EDITH E SEU TIO e nos diversos contos selecionados para esta coletânea.

Atualmente, seu acervo de mais de mil documentos e textos, encontra-se preservado na Divisão de Manuscritos da Biblioteca Nacional e foi incluído no Programa de Memória do Mundo, organizado pela Unesco.
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Conheça mais sobre Lima Barreto


AFONSO HENRIQUES DE LIMA BARRETO, ou simplesmente LIMA BARRETO (1881-1922), foi um importante escritor do pré-Modernismo brasileiro. Nasceu em Laranjeiras, no Rio de Janeiro em 13 de maio de 1881, de pais mestiços e pobres e enfrentou o preconceito durante toda a sua vida. Teve de abandonar os estudos para sustentar a sua família após a morte da mãe e a internação do pai em um asilo de alienados.

Trabalhou a vida toda como escriturário no Ministério da Guerra, ao mesmo tempo em que começou a escrever para o jornal “Correio da Manhã” e várias revistas da época. Estreou na literatura em 1909, com a publicação do romance “Recordações do Escrivão Isaías Caminha”.

A sua obra, marcadamente de protesto e de denúncia, apresenta muitas vezes um tom autobiográfico e de crônica e é caracterizada como um brado de revolta implacável de sátira ao apego da sociedade aos títulos, bem como às instituições políticas da época, a sua burocracia e a sua inoperância, além de forte crítica social ao retratar os subúrbios cariocas na virada do século, com o uso de uma linguagem simples e coloquial. Para ele escrever tinha a finalidade de criticar o mundo circundante para despertar alternativas renovadoras de costumes e de práticas que privilegiavam certas classes sociais, indivíduos e grupos. Ao produzir uma literatura inteiramente desvinculada dos padrões e do gosto vigente, recebeu severas críticas dos círculos tradicionais da literatura: marcado por um espírito inquieto e rebelde, revelou o seu inconformismo com a mediocridade social e com o racismo vigentes.

Viveu uma vida boêmia e solitária e acabou por se entre-gar ao alcoolismo, o que o levou a longos períodos de internação, na Colônia de Alienados na Praia Vermelha, em virtude das alucinações que o perseguiam. Lima Barreto faleceu na cidade do Rio de Janeiro no dia 1 de novembro de 1922, vítima de um colapso cardíaco, em razão do alcoolismo.



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