{"id":1068,"date":"2022-02-15T10:28:36","date_gmt":"2022-02-15T13:28:36","guid":{"rendered":"https:\/\/editoralandmark.com.br\/v2.0\/?p=1068"},"modified":"2022-02-15T10:28:36","modified_gmt":"2022-02-15T13:28:36","slug":"27-10-2012-sementes-da-razao-no-jornal-diario-de-jacarei","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/editoralandmark.com.br\/v2.0\/2022\/02\/15\/27-10-2012-sementes-da-razao-no-jornal-diario-de-jacarei\/","title":{"rendered":"27\/10\/2012 &#8211; SEMENTES DA RAZ\u00c3O NO JORNAL DI\u00c1RIO DE JACARE\u00cd"},"content":{"rendered":"<p>&#8220;Sementes da boa literatura<\/p>\n<p>Por Benedito Veloso<\/p>\n<p>Com os pre\u00e7os mais acess\u00edveis da ind\u00fastria gr\u00e1fica, gra\u00e7as \u00e0 editora\u00e7\u00e3o eletr\u00f4nica e outras vantagens modernas, publicar um livro hoje ficou mais f\u00e1cil, desde que o autor pague a conta. Isto por si s\u00f3 n\u00e3o desmerece nenhuma produ\u00e7\u00e3o independente. Pelo contr\u00e1rio, abrevia o caminho dos novos escritores e promove mais rapidamente o contato do primeiro livro com o leitor. Tamb\u00e9m, evita o trabalho desgastante de tentar convencer uma editora a ela arcar com os custos, bem como permite ao novato escrever o que bem entende sem o crivo de um implac\u00e1vel conselho editorial que geralmente recha\u00e7a a maioria das tentativas.<\/p>\n<p>Entretanto, quando o trabalho do iniciante consegue provocar aquele \u201cestalo\u201d que provoca de imediato o interesse do editor mais dur\u00e3o, \u00e9 sinal de que o livro promete. Uma vit\u00f3ria. E se isto acontece e, de lambujem, o conselho editorial n\u00e3o mexe uma v\u00edrgula do texto, a\u00ed, ent\u00e3o, \u00e9 o m\u00e1ximo! Esta gl\u00f3ria foi atingida pelo novato Celso Abrah\u00e3o, um dos mais jovens escritores jacareienses, cujo primeiro livro, o romance \u2018Sementes da Raz\u00e3o\u2019, acaba de germinar forte e promissor do prelo da Editora Landmark, de S\u00e3o Paulo. Ambos, editora e autor, n\u00e3o se conheciam. O trabalho, fruto de minuciosa pesquisa hist\u00f3rica e arquitet\u00f4nica, foi reconhecido e cumprimentado pelo editor que, de quebra, elogiou o estilo da escrita e a composi\u00e7\u00e3o dos di\u00e1logos. Que mais um estreante poderia desejar?<\/p>\n<p>Voca\u00e7\u00e3o tardia, Celso Abrah\u00e3o concebeu a obra cerca de cinco anos atr\u00e1s, quando na primeira viagem a Paris foi visitar a catedral de Notre-Dame de Reims. At\u00e9 ent\u00e3o era devorador de livros de \u00e9poca e admirador interessado da arquitetura. S\u00f3. A grandiosidade do que viu, entretanto, despertou no extasiado turista brasileiro a vontade de escrever sobre o que havia por detr\u00e1s de tudo aquilo. Foi o ponto de partida para a aventura que viveu nos dois anos seguintes juntamente com seus personagens, nos remotos s\u00e9culos XII e XII da Idade M\u00e9dia, dos anos 1286 a 1315, \u00e9poca da edifica\u00e7\u00e3o das grandes catedrais.<\/p>\n<p>O ambiente de ent\u00e3o, marcado pela linguagem da macro arquitetura das catedrais, teve a incumb\u00eancia maior de transmitir \u00e0s gera\u00e7\u00f5es futuras as convic\u00e7\u00f5es religiosas acompanhadas de seus rituais, usos, costumes e cotidiano por meios de pedras e formas que compunham a arte da constru\u00e7\u00e3o. Como ler era um privil\u00e9gio de poucos, foi preciso outra linguagem para perpetuar tudo o que se julgou necess\u00e1rio numa transmiss\u00e3o de ideia de poderio, dom\u00ednio e prote\u00e7\u00e3o de um grupo sobre a massa da popula\u00e7\u00e3o submissa. \u201cEst\u00e1 tudo ali, naquelas obras gigantescas\u201d, comenta o autor ainda impressionado, sem deixar de apontar para o \u201cfilho\u201d que \u201csaiu com a cara do pai\u201d, afirma.<\/p>\n<p>Desde a sobrecapa \u00e0 \u00faltima capa, passando pela tipologia usada no texto, \u2018Sementes da Raz\u00e3o\u2019 transmite-nos o clima medieval, cen\u00e1rio do enredo. Os personagens, Elion, Thomas, Petit e Gustav, representam \u201cos arquitetos, escultores, pedreiros e cl\u00e9rigos que, anonimamente fizeram de catedrais como a Notre-Dame de Reims um marco intranspon\u00edvel na escalada da genialidade humana,\u201d escreve o autor. Com uma hist\u00f3ria bem estruturada, rica em mist\u00e9rios e simbolismos provocados pela densidade da era medieval, Celso Abrah\u00e3o transporta-nos, com a ajuda de seus personagens, para um fascinante mundo de aventuras e mist\u00e9rios que simbolicamente tem muito a ver com os dias atuais. Mostra-nos, didaticamente, o quanto devemos aos an\u00f4nimos pedreiros livres precursores do trabalho solid\u00e1rio e da valoriza\u00e7\u00e3o profissional que tirou o mundo do obscurantismo e mudou a hist\u00f3ria. Imperd\u00edvel esse trabalho do Filho Brilhante Celso Abrah\u00e3o que consolida a voca\u00e7\u00e3o do jacareiense para a literatura. &#8220;JORNAL DI\u00c1RIO DE JACARE\u00cd<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8220;Sementes da boa literatura Por Benedito Veloso Com os pre\u00e7os mais acess\u00edveis da ind\u00fastria gr\u00e1fica, gra\u00e7as \u00e0 editora\u00e7\u00e3o eletr\u00f4nica e outras vantagens modernas, publicar um livro hoje ficou mais f\u00e1cil, desde que o autor pague a conta. Isto por si s\u00f3 n\u00e3o desmerece nenhuma produ\u00e7\u00e3o independente. 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