{"id":1215,"date":"2022-02-15T11:16:22","date_gmt":"2022-02-15T14:16:22","guid":{"rendered":"https:\/\/editoralandmark.com.br\/v2.0\/?p=1215"},"modified":"2022-02-15T11:16:22","modified_gmt":"2022-02-15T14:16:22","slug":"25-01-2013-orgulho-e-preconceito-no-jornal-estado-de-minas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/editoralandmark.com.br\/v2.0\/2022\/02\/15\/25-01-2013-orgulho-e-preconceito-no-jornal-estado-de-minas\/","title":{"rendered":"25\/01\/2013 &#8211; ORGULHO E PRECONCEITO NO JORNAL ESTADO DE MINAS"},"content":{"rendered":"<p>&#8220;&#8221;&#8221;Orgulho e preconceito&#8221;&#8221;, de Jane Austen, completa 200 anos e \u00e9 tema de semin\u00e1rio em BH<\/p>\n<p>Obra publicada em 1813 ganhou diversas adapta\u00e7\u00f5es e ainda levanta discuss\u00f5es sobre papel da mulher<\/p>\n<p>Por Mariana Peixoto &#8211; EM Cultura<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 uma verdade universalmente reconhecida que um homem solteiro, de posse de boa fortuna, deve estar atr\u00e1s de uma esposa.\u201d Fora de contexto, tal frase poderia afastar a leitura do que viesse a seguir. Pois seria essa uma verdade universal no ano de 2013? Mas a quest\u00e3o aqui \u00e9 que tal frase pertence a uma outra \u00e9poca. Foi escrita no final do s\u00e9culo 18 e \u00e9 o trecho de abertura de &#8220;&#8221;Orgulho e preconceito&#8221;&#8221;, livro mais conhecido de Jane Austen e um dos maiores cl\u00e1ssicos da literatura inglesa. Foram 16 anos para que a obra, finalizada, fosse publicada: a primeira edi\u00e7\u00e3o chegou \u00e0s livrarias brit\u00e2nicas em 28 de janeiro de 1813. Duzentos anos depois, a hist\u00f3ria de amor, envolvida em uma aura de intoler\u00e2ncia e esnobismo, de Elizabeth Bennet e Fitzwilliam Darcy ainda arrebanha f\u00e3s em todo o mundo. Nesta sexta-feira, 25, e s\u00e1bado 26, por exemplo, um grupo de pessoas vai se reunir no Memorial Minas Gerais Vale para debater o livro. \u201cNoventa e cinco por cento dos participantes s\u00e3o mulheres\u201d, afirma Adriana Zardini, fundadora e presidente da Jane Austen Brasil, organizadora do encontro, que est\u00e1 em sua quarta edi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>S\u00f3 de inscritos antecipadamente, foram computadas 85 pessoas, n\u00famero que deve crescer com os interessados que devem aparecer na hora das palestras no espa\u00e7o da Pra\u00e7a da Liberdade. Parte dos participantes \u00e9 de fora do estado: vem gente do Rio de Janeiro, Pernambuco, Distrito Federal, Amazonas, Para\u00edba e Rio Grande do Sul.<\/p>\n<p>\u201cSer\u00e3o apresenta\u00e7\u00f5es de trabalhos (que v\u00e3o de &#8220;&#8221;Orgulho e preconceito&#8221;&#8221; em formato de mang\u00e1 ao tipo de homem que mr. Darcy representa) de estudantes de letras, alunos do ensino m\u00e9dio e professores. Possivelmente eles ser\u00e3o editados na nossa primeira publica\u00e7\u00e3o\u201d, continua Adriana, professora de l\u00edngua inglesa que j\u00e1 traduziu, para diferentes editoras, &#8220;&#8221;Raz\u00e3o e sensibilidade&#8221;&#8221;, &#8220;&#8221;Mansfield Park&#8221;&#8221; e &#8220;&#8221;Emma&#8221;&#8221;. Em 2008 ela criou o blog Jane Austen Brasil, o primeiro em l\u00edngua portuguesa, que, no ano seguinte, virou uma sociedade (que atende pela sigla Jasbra). Desde ent\u00e3o, vem sendo promovidos encontros anuais: j\u00e1 ocorreram edi\u00e7\u00f5es em Ouro Preto, Rio e Recife.<\/p>\n<p>O interesse sempre crescente pela obra de Austen se deve muito \u00e0s constantes adapta\u00e7\u00f5es cinematogr\u00e1ficas (ver detalhe). Na Inglaterra, que promove, sempre em setembro, festival dedicado \u00e0 escritora \u2013 em Bath, onde existe um centro cultural dedicado a ela \u2013, o Correio Real Brit\u00e2nico vai lan\u00e7ar selos comemorativos do bicenten\u00e1rio. Como fonte de inspira\u00e7\u00e3o, &#8220;&#8221;Orgulho e preconceito&#8221;&#8221; vem servindo para uma s\u00e9rie de produtos, uns bem acabados, outros de gosto bastante discut\u00edvel.<\/p>\n<p>Na semana passada, no Festival de Sundance, foi exibido &#8220;&#8221;Austenland&#8221;&#8221;. Com\u00e9dia rom\u00e2ntica inspirada no livro hom\u00f4nimo que trata de uma nova-iorquina de 30 e poucos anos que, obcecada por &#8220;&#8221;Orgulho e preconceito&#8221;&#8221; e desiludida com sua morna vida amorosa, pega suas economias e vai para um parque tem\u00e1tico na Inglaterra dedicado, \u00e9 claro, a Jane Austen. Seu objetivo \u00e9 encontrar seu pr\u00f3prio mr. Darcy. O longa-metragem da diretora estreante Jerusha Hess vem ganhando repercuss\u00e3o tamb\u00e9m porque a produtora do filme \u00e9 Stephenie Meyer, autora da saga Crep\u00fasculo.<\/p>\n<p>Sexo e zumbis<\/p>\n<p>Duzentos anos depois, Elizabeth e Darcy n\u00e3o cansam de surpreender e renderam uma com\u00e9dia de humor negro: &#8220;&#8221;Orgulho e preconceito e zumbis&#8221;&#8221;, de Seth Grahame-Smith, que tem promessa de virar filme. Bem menos engra\u00e7ado (na verdade, quase infame) \u00e9 &#8220;&#8221;Cinquenta tons do sr. Darcy&#8221;&#8221;, que, aproveitando a febre Cinquenta tons de cinza, tenta fazer uma par\u00f3dia cheia de situa\u00e7\u00f5es picantes e grosseiras.<\/p>\n<p>&#8220;&#8221;Orgulho e preconceito&#8221;&#8221; em\u2026<\/p>\n<p>\u2022 Filmes: Como livro mais importante de Jane Austen, &#8220;&#8221;Orgulho e preconceito&#8221;&#8221; tem v\u00e1rias vers\u00f5es para cinema e televis\u00e3o. Em longa-metragem, a primeira vers\u00e3o \u00e9 de 1940, com Greer Garson e Laurence Olivier (que veio como segunda op\u00e7\u00e3o, j\u00e1 que a prefer\u00eancia da MGM era por Clark Gable) como o casal Elizabeth Bennet e Fitzwilliam Darcy. Vencedor do Oscar de dire\u00e7\u00e3o de arte, o filme, em preto e branco, dirigido por Robert Z. Leonard, teve como roteirista Aldous Huxley, autor de &#8220;&#8221;As portas da percep\u00e7\u00e3o&#8221;&#8221; (1954), livro que se tornou um cl\u00e1ssico para a gera\u00e7\u00e3o dos anos 1960, por falar das experi\u00eancias do autor, grande entusiasta do uso do LSD.<\/p>\n<p>No decorrer dos anos, houve v\u00e1rias miniss\u00e9ries, uma italiana (de 1957) estrelada por Virna Lisi. As mais conhecidas s\u00e3o duas vers\u00f5es da BBC, uma de 1980 e outra de 1995. Essa \u00faltima traz Colin Firth como mr. Darcy, papel que ele revisitaria, de certa forma, nos dois filmes inspirados no best-seller &#8220;&#8221;Bridget Jones&#8221;&#8221;. Voltando ao cinema, n\u00e3o h\u00e1 como negar que o longa de Joe Wright (2005), com Keira Knightley e Matthew Macfadyen como o casal central, hoje campe\u00e3o de reprises na TV, apresentou a obra maior de Austen a uma nova gera\u00e7\u00e3o de f\u00e3s. Todas essas vers\u00f5es buscam remontar \u00e0 \u00e9poca em que o romance \u00e9 ambientado, na Inglaterra do final do s\u00e9culo 18 e in\u00edcio do 19. H\u00e1 outras, no entanto, que levam a narrativa para outro tempo e espa\u00e7o. \u00c9 o caso de &#8220;&#8221;Bride &#038; prejudice&#8221;&#8221;, a vers\u00e3o de Bollywood para a narrativa de Austen.<\/p>\n<p>\u2022 Livros: No Brasil, a primeira edi\u00e7\u00e3o de &#8220;&#8221;Orgulho e preconceito&#8221;&#8221; foi publicada em 1940 pela Editora Jos\u00e9 Olympio. A tradu\u00e7\u00e3o, do escritor L\u00facio Cardoso, \u00e9 a mais conhecida no pa\u00eds (houve edi\u00e7\u00f5es da Ediouro, Civiliza\u00e7\u00e3o Brasileira, Abril, C\u00edrculo do Livro). Outro grande escritor que se debru\u00e7ou no cl\u00e1ssico de Jane Austen foi Paulo Mendes Campos, que traduziu a obra em 1970.<\/p>\n<p>Com edi\u00e7\u00f5es de bolso (da L&#038;PM e Best Bolso), o livro teve ainda uma edi\u00e7\u00e3o bil\u00edngue no Brasil (Landmark, de 2008). Outras vers\u00f5es do livro s\u00e3o encontradas em novas tradu\u00e7\u00f5es das editoras Paulus e Martin Claret. A mais nova edi\u00e7\u00e3o, com tradu\u00e7\u00e3o de Alexandre Barbosa de Souza, foi publicada h\u00e1 dois anos pela Companhia das Letras\/Penguin em que o romance \u00e9 antecedida por um estudo do cr\u00edtico brit\u00e2nico Tony Tanner.<\/p>\n<p>SAIBA MAIS: Jane Austen<\/p>\n<p>A romancista Jane Austen viveu 41 anos (1775-1817). Nascida em Steventon, Hampshire, de uma fam\u00edlia da burguesia agr\u00e1ria, levou para seus seis romances publicados a pr\u00f3pria situa\u00e7\u00e3o e ambiente. Come\u00e7ou a escrever no final do s\u00e9culo 18, mas seu primeiro livro a ser editado foi &#8220;&#8221;Raz\u00e3o e sensibilidade&#8221;&#8221;, em 1811. Al\u00e9m de &#8220;&#8221;Orgulho e preconceito&#8221;&#8221;, publicou, em vida, &#8220;&#8221;Mansfield Park&#8221;&#8221; (1814) e &#8220;&#8221;Emma&#8221;&#8221; (1815). Postumamente, em 1818, foram lan\u00e7adas as primeiras edi\u00e7\u00f5es de &#8220;&#8221;A abadia de Northanger&#8221;&#8221; (seu \u00fanico romance g\u00f3tico) e &#8220;&#8221;Persuas\u00e3o&#8221;&#8221;. Ainda que a busca por um bom casamento norteie todos os seus livros, Austen nunca se casou.&#8221;ESTADO DE MINAS (MG)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8220;&#8221;&#8221;Orgulho e preconceito&#8221;&#8221;, de Jane Austen, completa 200 anos e \u00e9 tema de semin\u00e1rio em BH Obra publicada em 1813 ganhou diversas adapta\u00e7\u00f5es e ainda levanta discuss\u00f5es sobre papel da mulher Por Mariana Peixoto &#8211; EM Cultura \u201c\u00c9 uma verdade universalmente reconhecida que um homem solteiro, de posse de boa fortuna, deve estar atr\u00e1s de&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[54],"tags":[],"class_list":{"0":"post-1215","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"hentry","6":"category-54","8":"description-off"},"aioseo_notices":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/editoralandmark.com.br\/v2.0\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1215","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/editoralandmark.com.br\/v2.0\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/editoralandmark.com.br\/v2.0\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/editoralandmark.com.br\/v2.0\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/editoralandmark.com.br\/v2.0\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1215"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/editoralandmark.com.br\/v2.0\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1215\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1216,"href":"https:\/\/editoralandmark.com.br\/v2.0\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1215\/revisions\/1216"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/editoralandmark.com.br\/v2.0\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1215"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/editoralandmark.com.br\/v2.0\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1215"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/editoralandmark.com.br\/v2.0\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1215"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}