{"id":537,"date":"2022-02-10T17:06:21","date_gmt":"2022-02-10T20:06:21","guid":{"rendered":"https:\/\/editoralandmark.com.br\/v2.0\/?p=537"},"modified":"2022-02-10T17:06:21","modified_gmt":"2022-02-10T20:06:21","slug":"16-05-2005-a-divina-comedia-na-revista-epoca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/editoralandmark.com.br\/v2.0\/2022\/02\/10\/16-05-2005-a-divina-comedia-na-revista-epoca\/","title":{"rendered":"16\/05\/2005 &#8211; A DIVINA COM\u00c9DIA NA REVISTA \u00c9POCA"},"content":{"rendered":"<p>&#8220;O poeta e diplomata portugu\u00eas Vasco Gra\u00e7a Moura estava al\u00e9m do meio do caminho de sua vida quando se lan\u00e7ou numa empresa, literalmente, dantesca. Aceitou a incumb\u00eancia de traduzir &#8220;&#8221;A Divina Com\u00e9dia&#8221;&#8221;, de Dante Alighieri (1265-1321). O poeta italiano tinha 35 anos quando se encontrou numa selva escura e pouco mais de 40 quando come\u00e7ou a lavrar, em cem cantos e 14.233 versos, um dos cl\u00e1ssicos da literatura. Gra\u00e7a Moura estava com pouco mais de 50 anos, tinha v\u00e1rios livros lan\u00e7ados e, um canto por noite, traduziu o poema em tr\u00eas meses. A tradu\u00e7\u00e3o, que agora chega ao Brasil em caprichada edi\u00e7\u00e3o bil\u00edng\u00fce, ganhou elogios de Luciana Stegagno Picchio, da Universidade de Roma, e deu ao tradutor uma medalha de ouro da Comuna de Floren\u00e7a, na It\u00e1lia, onde Dante nasceu.<\/p>\n<p>A capa do livro traz, lado a lado e com igual peso, os nomes do autor e do tradutor. Absurdo? Longe disso. A tradu\u00e7\u00e3o de uma obra complexa como a Com\u00e9dia, mantendo a m\u00e9trica, a rima e o esp\u00edrito do original italiano, equivale a uma recria\u00e7\u00e3o. Gra\u00e7a Moura \u00e9, por\u00e9m, o primeiro a reconhecer que uma tradu\u00e7\u00e3o n\u00e3o tem a for\u00e7a do original.<\/p>\n<p>&#8220;&#8221;Num trabalho do g\u00eanero&#8221;&#8221;, disse a \u00c9POCA, &#8220;&#8221;procura-se aproximar, tanto quanto poss\u00edvel, da vers\u00e3o do original. A tradu\u00e7\u00e3o \u00e9 uma foto preto-e-branco. Reconhece-se o retratado, embora saibamos que, na vida real, ele tem cor. &#8220;&#8221; \u00c9 uma tradu\u00e7\u00e3o para o portugu\u00eas de Portugal &#8211; o p\u00fablico brasileiro l\u00ea autores como Jos\u00e9 Saramago com algum esfor\u00e7o, mas sem problemas. &#8220;&#8221;O leitor deve chegar ao poema como chega a uma obra do s\u00e9culo XV, sabendo que \u00e9 leitura complexa. Espero que n\u00e3o desista.&#8221;&#8221; Em Portugal, o livro tirou v\u00e1rias edi\u00e7\u00f5es, medida de que os portugueses n\u00e3o desistiram.<\/p>\n<p>No meio do caminho em nossa vida, eu me encontrei por uma selva escura&#8230; &#8220;&#8221;A Divina Com\u00e9dia&#8221;&#8221; \u00e9 uma das maiores viagens jamais feitas. Guiado pelo poeta latino Virg\u00edlio, Dante vai ao Inferno e depois ao Purgat\u00f3rio, onde encontra Beatriz, que o guia ao Para\u00edso. \u00c9 o poema de um homem medieval ascendendo aos novos tempos, um caminho das trevas para as luzes. &#8220;&#8221;S\u00f3 lucra quem se aproxima desse que \u00e9 um dos patrim\u00f4nios da humanidade&#8221;&#8221;, pontifica Gra\u00e7a Moura.<\/p>\n<p>Federico Megozzi&#8221;<\/p>\n<p>REVISTA \u00c9POCA EDI\u00c7\u00c3O 365<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8220;O poeta e diplomata portugu\u00eas Vasco Gra\u00e7a Moura estava al\u00e9m do meio do caminho de sua vida quando se lan\u00e7ou numa empresa, literalmente, dantesca. Aceitou a incumb\u00eancia de traduzir &#8220;&#8221;A Divina Com\u00e9dia&#8221;&#8221;, de Dante Alighieri (1265-1321). 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