{"id":664,"date":"2022-02-11T08:21:57","date_gmt":"2022-02-11T11:21:57","guid":{"rendered":"https:\/\/editoralandmark.com.br\/v2.0\/?p=664"},"modified":"2022-02-11T08:21:57","modified_gmt":"2022-02-11T11:21:57","slug":"13-05-2007-meditacoes-no-jornal-de-londrina","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/editoralandmark.com.br\/v2.0\/2022\/02\/11\/13-05-2007-meditacoes-no-jornal-de-londrina\/","title":{"rendered":"13\/05\/2007 &#8211; MEDITA\u00c7\u00d5ES NO JORNAL DE LONDRINA"},"content":{"rendered":"<p>&#8220;por PAULO BRIGUET No dia 31 de mar\u00e7o de 1631, os sinos tocaram na Inglaterra anunciando a morte de John Donne, um dos maiores poetas e ensa\u00edstas da l\u00edngua inglesa. Agora, pela primeira vez, o p\u00fablico brasileiro pode ter contato com a vers\u00e3o bil\u00edng\u00fce de uma das principais obras de Donne, Medita\u00e7\u00f5es. O lan\u00e7amento da Editora Landmark \u2013 que tem se especializado em edi\u00e7\u00f5es bil\u00edng\u00fces \u2013 conta com tradu\u00e7\u00e3o e notas de Fabio Cyrino. Em entrevista por telefone ao JL, Cyrino diz que o trabalho de transpor as palavras de Donne para a l\u00edngua portuguesa foi desafiador por dois motivos. Em primeiro lugar, pelo estilo barroco do escritor, repleto de circunvolu\u00e7\u00f5es e dualismos. \u201cAl\u00e9m disso, \u00e9 preciso levar em conta que Donne escreveu num momento em que a l\u00edngua inglesa ainda estava sendo moldada. Numa conversa com Vasco Gra\u00e7a Moura, que traduziu os sonetos de Shakespeare para a Landmark, ele me disse que 60% do vern\u00e1culo da l\u00edngua inglesa foi criado por Shakespeare\u201d, diz Fabio Cyrino. John Donne foi contempor\u00e2neo de Shakespeare e de outro grande poeta ingl\u00eas, Ben Jonson, de quem foi amigo. O trecho mais conhecido da obra de Donne vem justamente das Medita\u00e7\u00f5es (que fazem parte de uma obra maior chamada Devo\u00e7\u00f5es para ocasi\u00f5es emergentes). Na famosa passagem, Donne afirma: \u201cA morte de qualquer homem me diminui, porque sou parte do g\u00eanero humano. E por isso n\u00e3o perguntai: Por quem os sinos dobram; eles dobram por v\u00f3s\u201d. O trecho \u00e9 t\u00e3o marcante e influente que se incorporou \u00e0 fala cotidiana (mesmo de quem n\u00e3o conhece Donne e n\u00e3o l\u00ea ingl\u00eas) e serviu de t\u00edtulo ao grande romance do americano Ernest Hemingway (1889-1961) sobre a Guerra Civil Espanhola: Por quem os sinos dobram. Para o tradutor Fabio Cyrino, a obra e a personalidade de John Donne podem ser comparadas \u00e0s de um grande poeta brasileiro, Greg\u00f3rio de Mattos (1623-1696). \u201cAmbos viajaram muito, escreveram sobre temas universais, fizeram poesia er\u00f3tica e religiosa, tiveram vidas desregradas e conheceram uma Europa em profunda transforma\u00e7\u00e3o\u201d, enumera. Na dedicat\u00f3ria das Medita\u00e7\u00f5es, John Donne diz ao pr\u00edncipe Charles da Inglaterra ter passado por tr\u00eas nascimentos em uma s\u00f3 vida. O primeiro foi o natural. O segundo, depois da convers\u00e3o ao anglicanismo. O terceiro, durante a enfermidade que o acometeu por volta de 1624. Durante essa doen\u00e7a \u2013 que ainda se discute qual teria sido \u2013 Donne escreveu os textos em prosa que comp\u00f5em as Medita\u00e7\u00f5es. S\u00e3o reflex\u00f5es sobre os temas essenciais da vida \u2013 amor, morte, Deus \u2013 por um autor de primeira grandeza. &#8221;<\/p>\n<p>JORNAL DE LONDRINA<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8220;por PAULO BRIGUET No dia 31 de mar\u00e7o de 1631, os sinos tocaram na Inglaterra anunciando a morte de John Donne, um dos maiores poetas e ensa\u00edstas da l\u00edngua inglesa. Agora, pela primeira vez, o p\u00fablico brasileiro pode ter contato com a vers\u00e3o bil\u00edng\u00fce de uma das principais obras de Donne, Medita\u00e7\u00f5es. 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