{"id":668,"date":"2022-02-11T08:22:49","date_gmt":"2022-02-11T11:22:49","guid":{"rendered":"https:\/\/editoralandmark.com.br\/v2.0\/?p=668"},"modified":"2022-02-11T08:22:49","modified_gmt":"2022-02-11T11:22:49","slug":"25-04-2007-meditacoes-no-site-poesia-net","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/editoralandmark.com.br\/v2.0\/2022\/02\/11\/25-04-2007-meditacoes-no-site-poesia-net\/","title":{"rendered":"25\/04\/2007 &#8211; MEDITA\u00c7\u00d5ES NO SITE POESIA.NET"},"content":{"rendered":"<p>&#8220;Nascido em Londres numa rica fam\u00edlia cat\u00f3lica e depois convertido ao anglicanismo, John Donne (1572-1631) \u00e9 um dos expoentes da chamada &#8220;&#8221;poesia metaf\u00edsica&#8221;&#8221; inglesa. De in\u00edcio, vale observar com cuidado essa denomina\u00e7\u00e3o. O termo metaf\u00edsico, nesse caso, n\u00e3o corresponde ao seu significado atual. No in\u00edcio do s\u00e9culo XVII, metaf\u00edsica queria dizer, mais ou menos, &#8220;&#8221;filosofia&#8221;&#8221;. Portanto, eram poetas &#8220;&#8221;pensadores&#8221;&#8221;. Obviamente, n\u00e3o poderia ser metaf\u00edsico, com o significado de hoje, um poema er\u00f3tico como &#8220;&#8221;Elegia: Indo Para o Leito&#8221;&#8221;. \u00c9 verdade que esse erotismo situa-se mais no campo da imagina\u00e7\u00e3o que da experi\u00eancia. Para este boletim, selecionei dois poemas amorosos de Donne. Um \u00e9 a j\u00e1 citada &#8220;&#8221;Elegia&#8221;&#8221;. O outro, &#8220;&#8221;Em Despedida: Proibindo o Pranto&#8221;&#8221;, ambos apresentados no original e na tradu\u00e7\u00e3o exemplar de Augusto de Campos. Um dos itens que ressaltam nesses dois textos s\u00e3o os racioc\u00ednios sofisticados. Na &#8220;&#8221;Elegia&#8221;&#8221; \u2014 pe\u00e7a que, pela sua ousadia, foi exclu\u00edda da primeira edi\u00e7\u00e3o dos poemas de Donne (1633) \u2014 ele chega a comparar o corpo sem roupa \u00e0 alma sem corpo. Convertido ao anglicanismo, John Donne tornou-se tamb\u00e9m um cl\u00e9rigo da nova f\u00e9. Em 1624, foi nomeado de\u00e3o da catedral de S\u00e3o Paulo, t\u00edtulo que manteve at\u00e9 a morte. S\u00e3o famosos, mais que sua poesia, os serm\u00f5es e outros textos de inspira\u00e7\u00e3o religiosa que ele escreveu. Um deles \u00e9 amplamente conhecido e citado, embora nem sempre quem o cita saiba associar o texto ao autor. \u00c9 o texto que cont\u00e9m a c\u00e9lebre frase: &#8220;&#8221;nunca mandes indagar por quem os sinos dobram; eles dobram por ti.&#8221;&#8221;Trata-se da &#8220;&#8221;Medita\u00e7\u00e3o 17&#8243;&#8221;, escrita por Donne em 1624. Nessa p\u00e1gina, assim como em outras 22 medita\u00e7\u00f5es, ele reflete profundamente sobre a morte, motivado por uma severa enfermidade, da qual se recuperou. Sair dessa doen\u00e7a, escreveu Donne, foi, como nascer de novo. Transcrevo aqui o trecho mais conhecido dessa medita\u00e7\u00e3o. A &#8220;&#8221;Medita\u00e7\u00e3o 17&#8243;&#8221;, de Donne, inspirou o t\u00edtulo do romance Por quem os sinos dobram, de Ernest Hemingway, publicado em 1940. Outra curiosidade: parte da tradu\u00e7\u00e3o de &#8220;&#8221;Elegia: Indo para o Leito&#8221;&#8221;, de Augusto de Campos, foi musicada por P\u00e9ricles Cavalcanti e gravada por Caetano Veloso no disco Cinema Transcendental (Polygram, 1979). Mais uma dica: todo o conjunto das Medita\u00e7\u00f5es de Donne foi reunido agora numa edi\u00e7\u00e3o bil\u00edng\u00fce, lan\u00e7ada no Brasil pela Editora Landmark. A tradu\u00e7\u00e3o \u00e9 de Fabio Cyrino.&#8221;<\/p>\n<p>POESIA.NET<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8220;Nascido em Londres numa rica fam\u00edlia cat\u00f3lica e depois convertido ao anglicanismo, John Donne (1572-1631) \u00e9 um dos expoentes da chamada &#8220;&#8221;poesia metaf\u00edsica&#8221;&#8221; inglesa. De in\u00edcio, vale observar com cuidado essa denomina\u00e7\u00e3o. O termo metaf\u00edsico, nesse caso, n\u00e3o corresponde ao seu significado atual. No in\u00edcio do s\u00e9culo XVII, metaf\u00edsica queria dizer, mais ou menos, &#8220;&#8221;filosofia&#8221;&#8221;.&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[48],"tags":[],"class_list":{"0":"post-668","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"hentry","6":"category-48","8":"description-off"},"aioseo_notices":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/editoralandmark.com.br\/v2.0\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/668","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/editoralandmark.com.br\/v2.0\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/editoralandmark.com.br\/v2.0\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/editoralandmark.com.br\/v2.0\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/editoralandmark.com.br\/v2.0\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=668"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/editoralandmark.com.br\/v2.0\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/668\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":669,"href":"https:\/\/editoralandmark.com.br\/v2.0\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/668\/revisions\/669"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/editoralandmark.com.br\/v2.0\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=668"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/editoralandmark.com.br\/v2.0\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=668"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/editoralandmark.com.br\/v2.0\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=668"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}