{"id":996,"date":"2022-02-14T10:49:40","date_gmt":"2022-02-14T13:49:40","guid":{"rendered":"https:\/\/editoralandmark.com.br\/v2.0\/?p=996"},"modified":"2022-02-14T10:49:40","modified_gmt":"2022-02-14T13:49:40","slug":"03-10-2010-sonetos-completos-de-william-shakespeare-no-jornal-a-noticia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/editoralandmark.com.br\/v2.0\/2022\/02\/14\/03-10-2010-sonetos-completos-de-william-shakespeare-no-jornal-a-noticia\/","title":{"rendered":"03\/10\/2010 &#8211; SONETOS COMPLETOS DE WILLIAM SHAKESPEARE NO JORNAL A NOT\u00cdCIA"},"content":{"rendered":"<p>&#8220;&#8221;&#8221;Sonetos Completos de William Shakespeare&#8221;&#8221;, edi\u00e7\u00e3o bil\u00edngue publicada pela Editora Landmark, em tradu\u00e7\u00e3o do poeta Vasco Gra\u00e7a Moura, selecionado como uma das tradu\u00e7\u00f5es dispon\u00edveis em l\u00edngua portuguesa na reportagem &#8220;&#8221;Traduzir o bardo: o som e o sentido&#8221;&#8221;.<\/p>\n<p>Traduzir o Bardo: O Som e o Sentido<\/p>\n<p>Jorge Furtado, cineasta, roteirista, diretor de &#8220;&#8221;Saneamento B\u00e1sico &#8211; O Filme&#8221;&#8221;, entre outros<\/p>\n<p>Fa\u00e7a voc\u00ea mesmo: Um dos organizadores do rec\u00e9m-lan\u00e7ado Sonetos de Shakespeare \u2013 Fa\u00e7a Voc\u00ea Mesmo, Jorge Furtado faz um desafio ao leitor do Cultura: verter para o portugu\u00eas o texto do ingl\u00eas que foi o \u201cmaior criador desde sempre\u201d<\/p>\n<p>Uma das grandes frases de As Aventuras de Alice no Pa\u00eds das Maravilhas, de Lewis Carroll, \u00e9 uma das falas da Duquesa para Alice, no cap\u00edtulo nove: \u201cTake care of the sense, and the sounds will take care of themselves\u201d. A tradu\u00e7\u00e3o literal seria: \u201cCuide dos sentidos que os sons cuidar\u00e3o de si mesmos\u201d.<\/p>\n<p>A frase \u00e9 \u00f3tima, mas este e outros conselhos da Duquesa n\u00e3o devem ser levados muito a s\u00e9rio, ela \u00e9 um tanto perturbada, talvez em consequ\u00eancia do consumo exagerado de pimenta, e diz muitas bobagens: n\u00e3o \u00e9 boa ideia separar sons e sentidos, especialmente quando o assunto \u00e9 poesia.<\/p>\n<p>Muita coisa se perde na tradu\u00e7\u00e3o literal da frase de Carroll. Repare em sua m\u00e9trica e sonoridade, nas alitera\u00e7\u00f5es (repeti\u00e7\u00e3o das letras e fonemas, t, c\/k, s), nas palavras sibilantes (sense, sounds, themselves), nas an\u00e1foras (palavras ou grupos de palavras repetidas, take care of), nos ecos sonoros (the sense\/themselves).<\/p>\n<p>Se estas dificuldades de tradu\u00e7\u00e3o j\u00e1 parecem amea\u00e7adoras, acrescente a elas o fato da frase de Carroll ser uma par\u00f3dia de um conhecido ditado ingl\u00eas: \u201cTake care of the pence, and the pounds will take care of themselves\u201d: cuide dos pence (moedinhas) que as pounds (libras) cuidar\u00e3o de si mesmas, cuide dos detalhes e tudo dar\u00e1 certo. Carroll deu um sentido inteiramente novo a um prov\u00e9rbio com a mudan\u00e7a de apenas tr\u00eas letras, sense\/pence, pounds\/sounds. (O Bar\u00e3o de Itarar\u00e9 consegue feito semelhante em \u201cQuem d\u00e1 aos pobres, empresta, adeus!\u201d, mas a piada do Bar\u00e3o, um s\u00e1bio conselho econ\u00f4mico, n\u00e3o fala dos sons e dos sentidos das palavras).<\/p>\n<p>Voc\u00ea acha dif\u00edcil traduzir a frase de Carroll? Pois agora acrescente a esta dificuldade as rimas, a m\u00e9trica, um n\u00famero espec\u00edfico de versos e estrofes, a imagina\u00e7\u00e3o sem igual, o mais saud\u00e1vel erotismo, o raro senso de humor e a capacidade expressiva de William Shakespeare \u2013 o maior criador desde sempre, no auge de sua forma \u2013 e voc\u00ea ter\u00e1 uma ideia do que \u00e9 a tarefa de traduzir os seus sonetos.<\/p>\n<p>Parece assustador? \u00c9 muita pretens\u00e3o? Pois eu garanto que pode ser tamb\u00e9m uma tarefa muito divertida. A ideia do livro Sonetos de Shakespeare \u2013 Fa\u00e7a Voc\u00ea Mesmo, que reuniu 25 autores, foi organizado por mim e pela Liziane Kugland e ilustrado pelo Edu Oliveira \u00e9 esta: divertir e incentivar o leitor a fazer sua pr\u00f3pria leitura e tradu\u00e7\u00e3o dos sonetos.<\/p>\n<p>Experimente voc\u00ea mesmo, come\u00e7ando do come\u00e7o. Esta \u00e9 a primeira estrofe do soneto n\u00famero 1:<\/p>\n<p>From fairest creatures we desire increase \/ That thereby beauty\u2019s rose might never die,\/ But as the riper should by time decease\/ His tender heir might bear his memory<\/p>\n<p>Uma tradu\u00e7\u00e3o literal tosca seria:<\/p>\n<p>Das criaturas (seres) mais belas (belos) desejamos filhos (que deixem prole, que se reproduzam), e assim a beleza desta rosa nunca morra. Se aquilo que amadurece com o tempo (um dia) morrer\u00e1, seu tenro herdeiro (seu filho) conservar\u00e1 sua mem\u00f3ria.<\/p>\n<p>Antes de tentar a sua tradu\u00e7\u00e3o, leia o verso em voz alta, sinta sua sonoridade, suas rimas. O sonetos de Shakespeare seguem uma m\u00e9trica chamada \u201cpent\u00e2metro i\u00e2mbico\u201d, o nome \u00e9 estranho, mas o efeito \u00e9 simples, org\u00e2nico. A m\u00e9trica, o ritmo das palavras em cada verso, \u00e9 constru\u00edda com grupos de s\u00edlabas chamados \u201cp\u00e9s\u201d. No p\u00e9 \u201ci\u00e2mbico\u201d cada um desses grupos \u00e9 um \u201ciambo\u201d (ou jambo), uma unidade de tempo breve, um som fraco, seguida de outra longa, um som forte, como batidas do cora\u00e7\u00e3o, tumTUM, tumTUM. O p\u00e9 pode ser feito de duas s\u00edlabas; pode, mas n\u00e3o precisa, o importante \u00e9 o som: tumTUM, tumTUM, tumTUM.<\/p>\n<p>Exemplo de iambos em portugu\u00eas: \u201caT\u00c9 amaNH\u00c3, se DEUS, quiSER. Se N\u00c3O choVER, eu VOLto PRA te VER, oh mulher!\u201d.<\/p>\n<p>Pent\u00e2metro porque, no caso dos sonetos de Shakespeare, s\u00e3o cinco p\u00e9s em cada verso:<\/p>\n<p>From \/ FAIR \/ est \/ CREA \/ tures \/ WE \/ de \/ SIRE \/ in \/ CREASE<\/p>\n<p>That \/ THERE \/ by \/ BEAU \/ ty\u2019s \/ ROSE\/ might \/ NE\/ ver DIE&#8230;<\/p>\n<p>O ingl\u00eas \u00e9 riqu\u00edssimo em palavras curtas, Shakespeare constr\u00f3i versos inteiros s\u00f3 com monoss\u00edlabos. O portugu\u00eas tem outras riquezas, as proparox\u00edtonas, as muitas varia\u00e7\u00f5es verbais, os substantivos com g\u00eanero, as palavras de diferentes origens e sonoridades. Esque\u00e7a os pent\u00e2metros i\u00e2mbicos, invente suas pr\u00f3prias regras ou simplesmente ignore-as.<\/p>\n<p>Outras tradu\u00e7\u00f5es do mesmo verso, quase literais, bem melhores:<\/p>\n<p>Por Enio Ramalho:<\/p>\n<p>Dos mais belos mortais os frutos desejamos\/ Para que deles a beleza n\u00e3o se perca\/ Mas, se o que se criou tem que morrer um dia\/ Que o tenro herdeiro e sua mem\u00f3ria nos conserve<\/p>\n<p>Por Oscar Mendes:<\/p>\n<p>Os que mais belos n\u00e3o desejamos que cres\u00e7am\/ Para que da beleza a rosa n\u00e3o se extinga\/ E quando se murchar a flor desabrochada\/ Tenha na tenra herdeira a vida revivida<\/p>\n<p>Outra tradu\u00e7\u00e3o, j\u00e1 com preocupa\u00e7\u00e3o com rimas e m\u00e9trica, por Thereza Christina R. da Motta:<\/p>\n<p>Dentre os mais belos seres que desejamos enaltecer\/ Jamais venha a rosa da beleza fenecer\/ Por\u00e9m mais madura com o tempo desfale\u00e7a\/ Seu suave herdeiro ostentar\u00e1 a sua lembran\u00e7a<\/p>\n<p>Cuidando tamb\u00e9m dos sons e bastante fiel aos sentidos, Juarez Guedes Cruz abre o nosso livro com uma bela tradu\u00e7\u00e3o do soneto n\u00famero 1:<\/p>\n<p>\u00c0 perfei\u00e7\u00e3o desejamos perman\u00eancia\/ Sendo assim, que linda rosa nunca morra\/ E, se o tempo corromper a sua ess\u00eancia,\/ Que a mesma ess\u00eancia no herdeiro ocorra<\/p>\n<p>Ao comparar tradu\u00e7\u00f5es diferentes de um mesmo verso percebemos a riqueza do original e tamb\u00e9m, nas escolhas feitas pelos diferentes tradutores, as muitas possibilidades e a beleza da nossa pr\u00f3pria l\u00edngua. Leia o mesmo verso, por outros quatro tradutores:<\/p>\n<p>Por Ivo Barroso:<\/p>\n<p>Dos seres \u00edmpares ansiamos prole \/ Para que a flor do Belo n\u00e3o se extinga,\/ E se a rosa madura o Tempo colhe, \/Fresco bot\u00e3o sua mem\u00f3ria vinga<\/p>\n<p>Por Jorge Wanderley:<\/p>\n<p>Dos raros, desejamos descend\u00eancia,\/ Que assim n\u00e3o finde a rosa da beleza,\/ E morto o mais maduro, sua ess\u00eancia\/ Fique no herdeiro, por inteiro acesa<\/p>\n<p>Por Vasco Gra\u00e7a Moura:<\/p>\n<p>Quer-se prole \u00e0s mais belas criaturas\/ pra que n\u00e3o morra a rosa da beleza\/ e em fenecendo as coisas j\u00e1 maduras\/ um terno herdeiro as lembre. Mas acesa&#8230;<\/p>\n<p>Por Jer\u00f4nimo de Aquino:<\/p>\n<p>Em tudo o que h\u00e1 mais belo, a rosa da beleza\/ Se nos imp\u00f5e, gerando o anseio de aument\u00e1-la\/ E, entre os seres mortais, a pr\u00f3pria natureza\/ Ao herdeiro confere o dom de eterniz\u00e1-la<\/p>\n<p>Li muitas vezes as tradu\u00e7\u00f5es do Ivo Barroso e s\u00f3 me aventuro nas que ele n\u00e3o fez, por isso nunca tentei traduzir o n\u00famero 1. At\u00e9 hoje. Aqui v\u00e3o algumas tentativas.<\/p>\n<p>Uma:<\/p>\n<p>Belas criaturas devem ter crian\u00e7as\/ Pra que sua beleza siga sempre viva\/ E se o fruto maduro ao fim no ch\u00e3o descansa\/ A semente faz que o verde sobreviva<\/p>\n<p>Esta tradu\u00e7\u00e3o, em dodecass\u00edlabos, mant\u00e9m as refer\u00eancias \u00e0 natureza que aparecem no original, flor, fruto maduro, semente.<\/p>\n<p>Problemas: a rima viva\/sobreviva \u00e9 pobre, sem gra\u00e7a. \u201cTer crian\u00e7as\u201d \u00e9 meio tosco, mas \u00e9 uma boa rima para \u201cdescansa\u201d (substantivo rimando com verbo).<\/p>\n<p>Outra tentativa:<\/p>\n<p>Das bonitonas desejamos filhos\/ Para que seus shapes sigam em cartaz\/ E se o tempo desfez os seus fundilhos\/ Na mem\u00f3ria, o seu broto lhes refaz<\/p>\n<p>Gostei, \u00e9 tosca mas \u00e9 engra\u00e7ada. Aos que reclamam de grosserias nas tradu\u00e7\u00f5es, \u00e9 bom lembrar que os sonetos s\u00e3o cheios de duplos sentidos, muitos deles er\u00f3ticos, alguns alegremente pornogr\u00e1ficos.<\/p>\n<p>Outra tentativa:<\/p>\n<p>Das mais vi\u00e7osas, lindos descendentes\/ Que n\u00e3o se esvaia o belo absoluto\/ Sei que elas murcham, morrem, infelizmente\/ Mas, antes que a casa caia, deixam frutos<\/p>\n<p>Parece um pouco rebuscada, gosto da rimas de meio (esvaia\/caia). A mudan\u00e7a de imagem, de frutos que murcham e morrem para casas que caem, \u00e9 um pouco estranha.<\/p>\n<p>Vou continuar tentando. Os 154 sonetos de Shakespeare, com sua profus\u00e3o de imagens e reflex\u00f5es sobre a vida, a morte, o amor, o sexo, a amizade, com sua extraordin\u00e1ria riqueza po\u00e9tica e seus muitos sentidos, s\u00e3o tudo o que a arte deve ser: uma fonte permanente de divers\u00e3o, sabedoria e beleza.<\/p>\n<p>Mais sobre os sonetos de Shakespeare na internet:<\/p>\n<p>l Shakespeare\u2019s Sonnets: www.shakespeares-sonnets.com<\/p>\n<p>l The Sonnets: http:\/\/shakespeare.mit.edu\/Poetry\/ sonnets.html<\/p>\n<p>l William Shakespeare Elizabethan Dictionary (para ajudar na tradu\u00e7\u00e3o): www.william-shakespeare.info\/william-shakespeare-dictionary.htm<\/p>\n<p>l Um exemplo de grava\u00e7\u00e3o dos sonetos por atores ingleses (procure outros no Google por \u201csonnets; shakespeare; audio\u201d): http:\/\/librivox.org\/sonnets-by- william-shakespeare<\/p>\n<p>l Sonetos cantados pela israelense Yasmin Kedar: www.myspace.com\/yasminkedar<\/p>\n<p>l Jogos e atividades escolares para estudar ingl\u00eas com os sonetos: www.webenglishteacher.com\/shakesonnets.html<\/p>\n<p>l Sonetos em portugu\u00eas? Site Sonet\u00e1rio, de Glauco Mattoso e Elson Fr\u00f3es, o melhor ponto de partida: www.elsonfroes.com.br\/sonetario\/nsonetario.htm<\/p>\n<p>Em livro:<\/p>\n<p>l Os Sonetos Completos. Tradu\u00e7\u00e3o de Vasco Gra\u00e7a Moura, edi\u00e7\u00e3o bilingue, com todos os 154 sonetos. Editora Landmark, 2005.<\/p>\n<p>l William Shakespeare, 42 Sonetos. Tradu\u00e7\u00e3o de Ivo Barroso, edi\u00e7\u00e3o bilingue, com 42 sonetos escolhidos. Editora Nova Fronteira, 2005.<\/p>\n<p>l William Shakespeare \u2013 Sonetos. Tradu\u00e7\u00e3o de Jorge Wanderlei, edi\u00e7\u00e3o bilingue, com todos os 154 sonetos do autor. Editora Civiliza\u00e7\u00e3o Brasileira, 1991.<\/p>\n<p>l Shakespeare \u2013 Sonetos. Tradu\u00e7\u00e3o de P\u00e9ricles Eug\u00eanio da Silva Ramos, edi\u00e7\u00e3o bilingue, com 45 sonetos escolhidos. Editora Hedra, 2008.<\/p>\n<p>l Sonetos, em William Shakespeare, Obra Completa, vol. III. Tradu\u00e7\u00e3o de Oscar Mendes, com todos os 154 sonetos. Editora Nova Aguilar, 1995.<\/p>\n<p>l Sonetos ao Jovem Desconhecido. Tradu\u00e7\u00e3o de Renata Cordeiro, edi\u00e7\u00e3o bilingue, com os 17 primeiros sonetos. Editora Landy, 2006.<\/p>\n<p>l 154 Sonetos de William Shakespeare. Tradu\u00e7\u00e3o de Thereza Christina Rocque da Motta, edi\u00e7\u00e3o bilingue, com todos os 154 sonetos. Editora Ibis, 2009.<\/p>\n<p>l Sonetos de William Shakespeare. Tradu\u00e7\u00e3o de Jer\u00f4nimo de Aquino, com todos os sonetos, sem o texto original. Editora Martin Claret, 2006.<\/p>\n<p>l Sonetos de Shakespeare. Tradu\u00e7\u00e3o de Enio Ramalho, edi\u00e7\u00e3o bilingue, com todos os 154 sonetos. Edi\u00e7\u00e3o portuguesa de Lello e Irm\u00e3os, 1988. &#8220;JORNAL A NOT\u00cdCIA, DE JOINVILLE (SC)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8220;&#8221;&#8221;Sonetos Completos de William Shakespeare&#8221;&#8221;, edi\u00e7\u00e3o bil\u00edngue publicada pela Editora Landmark, em tradu\u00e7\u00e3o do poeta Vasco Gra\u00e7a Moura, selecionado como uma das tradu\u00e7\u00f5es dispon\u00edveis em l\u00edngua portuguesa na reportagem &#8220;&#8221;Traduzir o bardo: o som e o sentido&#8221;&#8221;. Traduzir o Bardo: O Som e o Sentido Jorge Furtado, cineasta, roteirista, diretor de &#8220;&#8221;Saneamento B\u00e1sico &#8211; O&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[51],"tags":[],"class_list":{"0":"post-996","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"hentry","6":"category-51","8":"description-off"},"aioseo_notices":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/editoralandmark.com.br\/v2.0\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/996","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/editoralandmark.com.br\/v2.0\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/editoralandmark.com.br\/v2.0\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/editoralandmark.com.br\/v2.0\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/editoralandmark.com.br\/v2.0\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=996"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/editoralandmark.com.br\/v2.0\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/996\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":997,"href":"https:\/\/editoralandmark.com.br\/v2.0\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/996\/revisions\/997"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/editoralandmark.com.br\/v2.0\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=996"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/editoralandmark.com.br\/v2.0\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=996"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/editoralandmark.com.br\/v2.0\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=996"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}